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Desde abril de 2002, Belém do Pará voltou a
oferecer uma das suas maiores e mais ricas atrações:
o Theatro da Paz, monumental casa de espetáculos inaugurada
em 1878, no auge do Ciclo da Borracha, com 1.100 lugares,
acústica perfeita, lustres de cristal, piso em mosaico
de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de
obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos
com folhas de ouro.
Primeiro teatro construído na Região Amazônica,
sempre foi a porta de entrada e primeira parada das várias
companhias estrangeiras de ópera que se apresentaram
no norte do país nos tempos áureos da borracha.
Ainda hoje, 126 anos após sua conclusão, é
uma das salas de espetáculos de melhor acústica
no país.
A reinauguração foi marcada pelo Festival de
Ópera do Theatro da Paz, evento que se estendeu até
12 de maio, reunindo a apresentação de óperas
e operetas, palestras, concertos sinfônicos, recitais
de canto e de piano. Produzido pela São PauloImagem
Data, o Festival de Ópera do Theatro da Paz foi realizado
pelo Governo do Pará com o patrocínio do Banpará,
Vale do Rio Doce, Amazônia Celular, e tem o apoio, entre
outros, da Celpa, Eletronorte, Estacon, Ministério
da Cultura - através da Secretaria da Música
e Artes Cênicas - e da Funarte.
As principais atrações do Festival foram a ópera
"Macbeth", de Verdi, montagem anglo-brasileira regida
pelo maestro inglês Patrick Shelley; o musical "A
Noiva do Condutor", composto por Noel Rosa em 1935 e
poucas vezes apresentada no Brasil; e "A Viúva
Alegre, de Franz Lehár, considerada a opereta mais
famosa do mundo e mostrada totalmente em português,
numa versão do maestro Júlio Medaglia. A programação
musical contou ainda com recitais dos pianista Arthur Moreira
Lima, Marcelo Bratke e Gabriella Allonso, da consagrada soprano
norte-americana Gail Gilmore, além de concertos de
coral e orquestra.
A programação artística foi idealizada
com o objetivo de fornecer ao público atual uma espécie
de painel das principais atividades desenvolvidas na casa
de espetáculos ao longo de sua história. Durante
o Ciclo da Borracha, principalmente, as principais companhias
européias de ópera apresentavam-se regularmente
no Theatro da Paz, bem como artistas brasileiros consagrados,
a exemplo de Bidu Sayão e do próprio Carlos
Gomes, que viveu e regeu em Belém. Da mesma forma,
o teatro sempre deu espaço para a apresentação
de orquestras, cantores e músicos locais, já
que a cidade é tradicionalmente um celeiro de artistas
também da área erudita. A programação
do Festival contemplou todas essas facetas, na medida em que
reuniu atrações internacionais, artistas brasileiros
consagrados e também cantores e músicos paraenses.



Leia sobre a recuperação do Theatro da Paz


Festival
de Ópera do Theatro da Paz.
20 de abril a 12 de maio de 2002
Direção geral: Cleber Papa
Direção Artística: Gilberto Chaves
Direção de Produção: Rosana Caramaschi
Realização: Governo do Pará, Secult
- Secretaria de Cultura do Pará
Patrocínio: Correios, Banpará, Cia. Vale do Rio
Doce, Amazonas Celular, Celpa
Apoio: Eletronorte, Estacon, Hotel Regente,
Encenarte, UFPA
Produção: São Paulo ImagemData |
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