Festival de Ópera do Theatro da Paz 2004

12 de agosto a 15 de setembro/2004
às 20:00 horas, no Theatro da Paz

Rua da Paz,
no centro da Praça da República
Bairro do Comércio
Belém / Pará - Brasil

A ópera e seus artistas
Gilberto Chaves
Rosana Caramaschi

Ao decidirmos identificar esta edição do Festival de Ópera do Theatro da Paz a partir das imagens dos artistas que vêem participando das realizações passadas, estamos prestando mais que uma homenagem a estes profissionais. Estamos fazendo uma reflexão sobre qualidade, caminhos e sobre o que serão os futuros Festivais.
Se por um lado o Festival amplia o mercado de trabalho criando oportunidades reais de crescimento para artistas brasileiros, por outro está também apontando caminhos para que sejam criadas outras atividades como estas em outras regiões brasileiras, além de colocar em prática a discutida questão do intercâmbio para os títulos produzidos entre os teatros de ópera brasileiros. O Festival de Ópera do Theatro da Paz tem experiências importantes nesse sentido. Macbeth, título do Festival que marcou a reabertura do Theatro da Paz em 2001, foi apresentado no Theatro Municipal de São Paulo, abrindo sua temporada de 2002. No Festival de 2004, foi cedida uma parte dos figurinos da ópera Carmen pelo Theatro Municipal de São Paulo, e trouxemos a produção da ópera O Barbeiro de Sevilha, que estreou no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em 2003.
Sabemos que durante os períodos de euforia econômica do passado foram possíveis as construções de teatros como o da Paz, e a ópera viveu seu momento mágico de produções inúmeras. Momento mágico, mas importando produções dos teatros europeus, muitas vezes de companhias trazendo um único elenco, cenários e figurinos atendendo a vários títulos. Condições do começo do século 20 que, apesar de utilizarem recursos hoje inimagináveis, garantiram a presença da ópera e a institucionalização de sua força como espetáculo. A ópera como linguagem vem se renovando como fenômeno mundial, e é esse o foco que tem determinado as produções apresentadas neste Festival, em que há uma cuidadosa orientação para a qualidade, os cuidados com a música e dramaturgia, a promoção do acesso ao público e a diversificação dos elencos, sempre abrindo espaços para novos valores.
Distantes do início do século 20, apontamos o uso da moderna tecnologia teatral como mais um instrumento de aperfeiçoamento da ópera e, no modelo que tem sido adotado para o Festival do Theatro da Paz, temos nos permitido buscar soluções de encantamento para o público que são, em última análise, o principal alvo do programa.
Realizado pelo Governo do Estado do Pará pelo terceiro ano consecutivo, o Festival ainda está distante das metas propostas para o seu futuro, mas avança a passos largos para se consolidar como uma iniciativa permanente e referencial no Norte do país, favorecendo os artistas e técnicos que no palco do Theatro da Paz entregam-se à emoção, à leveza, à qualidade, à beleza e ao amor à sua atividade.

Gilberto Chaves
Direção Geral
Rosana Caramaschi

Direção Artística

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