12 de agosto a 15 de setembro/2004
às 20:00 horas, no Theatro da Paz
Rua da Paz,
no centro da Praça da República
Bairro do Comércio
Belém / Pará - Brasil
Arte
sem fronteiras
Simão Jatene
Bem mais desafiador do que lançar idéias é mantê-las
em permanente execução capaz de criar tradição.
A terceira edição consecutiva do Festival de Ópera
encerra, justamente por isso, um emblema do Governo do Pará:
a obstinação de transformar o saber em fazer, atitude
necessária à irradiação do conhecimento.
O equívoco historicamente disseminado de que a arte erudita
era reservada a uma seleta porção da sociedade está desfeito.
Festejo, então, ao mesmo tempo em que saúdo a todos que
nos visitam, iniciativa pela qual a Secretaria Executiva de Cultura
(SECULT) põe ao alcance da população o que antes
se apregoava inacessível, senão a privilegiados.
O Festival de Ópera 2004, ao unir artistas de nomeado reconhecimento
internacional a indiscutíveis valores paraenses da música
e do canto erudito, ensina que tabus existem para o exercício
da inteligência: a suposta distância entre o universal
e o regional cai por terra. É página virada. Materialização
de um dos nossos grandes desafios: tornar universal aquilo que temos
de específico, e o inverso é também verdadeiro
quando advogamos o fim das desigualdades.
Fico feliz que o Festival esteja trazendo algumas das mais importantes
peças da música clássica global para a aldeia,
permitindo ao público de todas as faixas etárias e camadas
da sociedade espetáculos de nível internacional. Testemunho
da competência dos nossos artistas e seus mestres. Atestado de
que estamos colhendo preciosos frutos das políticas de governo
no campo da arte e da cultura.
E assim damos contemporaneidade a uma história que estava esquecida
nas páginas da cultura paraense, particularmente de Belém,
construídas no passado nos palcos do próprio Theatro
da Paz, como se fosse um resgate do passado que constrói, no
presente, o futuro. Certeza de que estamos escrevendo um novo capítulo
dessa história.
Desejo a artistas e audiências que o Festival de Ópera
2004, no nosso grandioso Theatro da Paz, possa contagiar mentes e corações
em torno da convicção de que a arte não imita
a vida. Ela é a própria, só que expressa de maneira
mais generosa e mágica.
Simão Jatene
Governador do Estado do Pará