Primeiro ato, cena I
O conde de Almaviva encarregou seu criado, Fiorello, de contratar músicos
para fazer uma serenata a Rosina, de quem o conde está enamorado. A
moça não aparece no balcão. Os músicos são
pagos e ruidosamente agradecem a generosidade do conde. Ouve-se uma voz cantando
ao longe. A voz se aproxima. O conde se esconde. Fígaro entra e se apresenta
como o que faz tudo na cidade. O conde reconhece o astuto Fígaro e contrata
seus serviços para conseguir falar com Rosina, que mora com o seu tutor,
dr. Bartolo. A janela se abre! É Rosina. Ela tem na mão um bilhete
para o seu admirador desconhecido, mas dr. Bartolo vem ao balcão e,
de novo, Almaviva se esconde. Rosina joga o bilhete que, depois de algumas
peripécias, chega às mãos do destinatário. Na carta
ela se queixa da vigilância tirânica do tutor e pergunta o nome,
a profissão e as intenções do seu apaixonado. Dr. Bartolo
sai dizendo que vai tratar de seu casamento com Rosina. O conde aproveita para,
em nova serenata, dizer à amada que é um estudante pobre, Lindoro,
mas apaixonado e fiel. Fígaro sugere que o conde se apresente, disfarçado
de oficial do regimento que está na cidade, à casa do dr. Bartolo
com requisição de hospedagem e assim fale com Rosina. Os dois,
Fígaro e o conde, saem para providenciar o disfarce.
Cena II
Na casa do dr. Bartolo, Rosina canta o enlevo que a voz do suposto Lindoro
deixou no seu coração. Diz que lutará como uma víbora
se for contrariada no seu amor. Sai. Entram dr. Bartolo e don Basílio,
padre e mestre de música da moça. Don Basílio diz que
o grande pretendente de Rosina é o conde de Almaviva e sugere, como
meio para se livrar do rival, a calúnia. Na ária La Calunnia,
don Basílio explica que ninguém escapa a uma calúnia.
Eles saem. Rosina volta e chega Fígaro, que quer convencê-la
a escrever um bilhete a Lindoro, que diz ser seu primo. Rosina se faz de
rogada, mas acaba entregando uma carta que já escrevera a seu amado.
Chega dr. Bartolo, que dá falta de uma folha de papel e passa a interrogar
Rosina, que se defende como pode e sai. Batem à porta. É Almaviva.
Disfarçado de oficial e fingindo estar bêbado, diz que vai se
alojar na casa do dr. Bartolo. Rosina aparece. Lindoro tenta entregar a ela
uma carta. Dr. Bartolo começa a brigar com o soldado fanfarrão
e chama a guarda para prender o bêbado. Almaviva se faz reconhecer
pelo oficial, que o trata com respeito. Estupefação geral e
fim do primeiro ato.
Segundo ato
O mesmo cenário. Dr. Bartolo medita sobre os acontecimentos da noite
anterior. Batem: é um jovem que diz ser professor de música,
aluno de don Basílio, que doente não pode dar a aula a Rosina. É Almaviva
disfarçado. Dr. Bartolo desconfia, mas para acalmar suas dúvidas
conta que Almaviva está na cidade e mostra a carta de Rosina ao conde
e diz que dela se apossou na própria casa do nobre. Dr. Bartolo fica
com a carta para usar contra o namorado da jovem. Rosina entra e começa
a lição de música. Os jovens aproveitam para namorar.
Dr. Bartolo também canta. Entra Fígaro para barbear o velho,
que prefere vigiar professor e aluna. Por isso dr. Bartolo dá as chaves
para Fígaro buscar os apetrechos de barbear. Fígaro se apodera
da chave do balcão. De repente chega o verdadeiro professor, don Basílio.
Todos insistem em que ele está doente. E uma bolsa dada por Almaviva
o convence a partir. Dr. Bartolo, subitamente, percebe que estão combinando
uma fuga. Todos fogem deixando dr. Bartolo muito zangado. Ele manda o criado
chamar don Basílio para preparar os papéis de casamento para
casar naquele mesmo dia. Enquanto isso ele irá ao tabelião. Entra
a criada que canta ária ironizando a mania de amor e casamento que se
apossou das pessoas da casa. Dr. Bartolo volta e mostra a Rosina a carta dizendo
que foi encontrada na casa do conde, reconhecido como grande conquistador.
Rosina acha que Lindoro a traiu. E resolve, entregando sua carta ao conde,
aceitar o casamento com dr. Bartolo. Há um interlúdio orquestral
que sugere uma tempestade. Passada a ventania, Fígaro e Almaviva entram
pelo balcão para raptar Rosina. Esta acusa Lindoro de traição.
Ele se dá a conhecer como conde Almaviva e se preparam para fugir. Ao
chegarem ao balcão notam que a escada foi retirada. Daí chega
o tabelião com don Basílio que, mais uma vez subornado e ameaçado,
consente em trocar o nome do dr. Bartolo por conde Almaviva. Dr. Bartolo chega
e encontra Rosina casada, fica furioso, mas, ao saber que o noivo abre mão
do dote da esposa, aceita o casamento. Alegria de todos.