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Para entender a relação
entre O Barbeiro de Sevilha e as Bodas de Fígaro é
preciso voltar ao final do século XVIII, quando Pierre
Augustin Caron de Beaumarchais escreveu três comédias
para teatro: O Barbeiro de Sevilla (1775), As Bodas de Fígaro
(1784) e A Mãe Culpada (1792).
Em 1782, Giovanni Paisielo compõe a ópera O
Barbeiro de Sevilha, que estreou em S. Petersburg (Rússia).
Em 1.786, em Viena (Áustria), Mozart estréia
com grande sucesso As Bodas de Fígaro. A história
se passa 30 anos depois das aventuras de Fígaro em
O Barbeiro de Sevilla.
Em 1816, Gioacchino Rossini estréia em Roma a mesma
ópera. Ambas baseadas no mesmo texto de Beaumarchais.
O Barbeiro, de Rossini, é a versão que se tornou
conhecida em todo o mundo, rivalizando em popularidade com
As Bodas de Fígaro, de Mozart. Curiosamente, a história
das Bodas é a vida de Fígaro e seu casamento
30 anos depois dos engraçados episódios de O
Barbeiro de Sevilla.
A ópera As Bodas de Fígaro possui um rítmo
alucinante em que as intrigas e situações hilárias
acontecem muito rapidamente e o tempo todo.
Ato 1
A história começa com Fígaro e Suzana,
empregados do Conde de Almaviva, nas dependências da
casa que lhes servirão de quarto quando se casarem.
Fígaro mede o espaço para colocação
dos móveis. O lugar não é adequado segundo
Suzana e Fígaro tenta enumerar as vantagens enquanto
que ela lembra que o Conde a assedia o tempo todo. O Conde
tem interesses em Suzana e pretende fazer o "direito
do senhor", uma prática que lhe permitiria ter
a primeira noite com a jovem e bela empregada. O velho Dr.
Bartolo odeia Fígaro e Marcelina, governanta de Bartolo,
deseja estragar seu casamento e tê-lo para si. Cherubino,
um pajem adolescente e namorador, envolveu-se com Barbarina,
filha do jardineiro Antonio e pede ajuda a Suzana para não
ser demitido pela Condessa. Todos estes interesses acontecem
simultaneamente, com os personagens se escondendo uns dos
outros e sabendo dos envolvimentos de cada um. Em tudo isto,
Fígaro tenta preservar seu casamento.
Ato 2
Nos aposentos da Condessa de Almaviva, Suzana e a Condessa
falam da infidelidade dos homens quando Fígaro propõe
seu plano para "pegar" o Conde. Mandara uma carta
avisando-o que a Condessa iria se encontrar com seu amante.
Suzana marcara um encontro com o Conde e decidiu mandar Cherubino
vestido de mulher. Ela e Condessa estão vestindo Cherubino
quando chega o Conde. Suzana e o rapaz escondem-se. O Conde
desconfia e sai para buscar ferramentas para arrombar o armário
onde imagina estar o amante da Condessa. Cherubino foge, o
Conde retorna e encontra apenas Suzana escondida. Nesta confusão,
Fígaro vem ao quarto saindo depois. Marcelina e Bartolo
também chegam contando que Fígaro propusera
casamento à governanta. O ato termina com esta nova
confusão.
Ato 3
O Conde cheio de dúvidas sobre tudo o que aconteceu,
escuta de Suzana a promessa de encontrar-se com ele como vingança
contra Fígaro. Ela, na verdade, seguindo o plano, combinara
com a Condessa que esta iria no seu lugar. Marcelina, D. Bartolo
e D. Curzio, encontram-se com Fígaro dispostos a obrigá-lo
a casar com Marcelina a quem supostamente prometera casamento.
Fígaro diz que não pode casar sem que seus pais
autorizem e ele não os conhece. Descobre-se, por causa
de um sinal de nascença, que Fígaro é
filho de Marcelina e Bartolo que o perderam quando pequeno
e o abraçam comovidos. Outra confusão, já
que Suzana vê a cena e pensa que seu futuro marido a
está traindo. Entre os preparativos para o casamento,
Cherubino novamente vestido de mulher é descoberto
pelo pai de Barbarina. Antes que seja expulso pelo Conde,
Barbarina pede a ele que perdoe o rapaz e autorize seu casamento.
Com a marcha nupcial casam-se Fígaro e Suzana. Durante
a cerimônia, Suzana entrega um bilhete ao Conde marcando
um encontro.
Ato 4
Nova confusão, com Suzana e a Condessa invertendo
os papéis para cumprir a convite ao Conde. Sem saber,
Figaro está disposto a vingar-se de Suzana, contando
à Condessa (Suzana) que seu marido irá encontrar-se
com a criada. Quando Fígaro descobre o disfarce de
Suzana, finge pensar que ela é a Condessa e a corteja,
o que acaba levando os dois a uma reconciliação.
O Conde por sua vez, pensa que a Condessa (Suzana) o está
traindo e procura acabar com Fígaro. No final, todos
os equívocos se disfazem e os personagens são
felizes para sempre (para sempre?).
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