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O Guarani - Belo Horizonte/2002
Ópera
 
Belo Horizonte, 2002 Resumo da Ópera Ficha Técnica



Gabriella Pace (Cecy) e Eduardo Itaborahy (Peri)

- Ensaio Aberto:
Cleber Papa

Carlos Gomes

- Biografia
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Projeto Carlos Gomes

Títulos:
- Colombo
- O Condor
- O Escravo
- Fosca
- O Guarani
- Joana de Flandres
- Maria Tudor
- A Noite do Castelo
- Salvador Rosa

 


Sinopse
Sofia, 1996
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Manaus, 2000
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Lisboa, 2000
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Belo Horizonte, 2002
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A ópera "O Guarani", de Carlos Gomes, esteve em cartaz no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com apresentações nos dias 22, 24, 26, 28 e 29 de setembro. Os ingressos custaram R$ 40,00 (setor I), R$ 34,00 (setor II) e R$ 24,00 (balcão) e estudante paga meia. Para os amantes da ópera, trata-se de um espetáculo imperdível: a montagem inédita, realizada pela Fundação Clóvis Salgado, será mostrada em sua versão integral, recuperada a partir das partituras originais pelo maestro carioca Roberto Duarte, num trabalho que durou seis anos e que só agora foi definitivamente concluído. A cena de dança do terceiro ato - normalmente eliminada na maioria das montagens, por ser de difícil execução - também é mostrada, em coreografia assinada por Arnaldo Alvarenga.

Com direção de Cleber Papa e regência do maestro Emilio De Cesar, a ópera foi executada pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, pelo Coral Lírico da Fundação Clóvis Salgado e pela Cia de Dança de Minas Gerais, todos corpos artísticos mantidos pela Fundação Clóvis Salgado. Peri, o principal personagem masculino, é vivido pelo tenor Eduardo Itaborahy, que já cantou esse papel em quatro temporadas diferentes, no Brasil e na Europa, e hoje é considerado o melhor intérprete desse personagem. Cecília, a moça por quem o índio se apaixona, é interpretado pela soprano Gabriella Pace, que faz sua estréia nesse papel. No elenco, também estão os cantores Daniel Lee (no papel de Gonzales), Stephen Bronk (Cacique Aimoré), José Gallisa (Dom Antônio), Wagner Costa (Dom Álvaro), Mauro Chantal (Alonso) e Ramiro Souza e Silva (Pedro). A cenografia é de Raul Belém Machado e os figurinos de Elena Toscano.

Montagem inovadora - Segundo o diretor Cleber Papa, a montagem mineira de "O Guarani" é bastante diferente das últimas encenações da ópera, apresentadas em Sofia (Bulgária), Manaus e Lisboa (Portugal), todas produzidas por ele. "Esta é a primeira vez que faço O Guarani atuando como diretor de cena. A postura cênica adotada, portanto, é nova", relata. Cleber ressalta que, ao dirigir, faz questão absoluta de criar as cenas colocando sempre a música em primeiro lugar. "Essa é a característica do gênero ópera. Dirigir cantores é bem diferente de trabalhar com atores, porque o canto exige um esforço muito grande. Temos que compor as cenas extraindo delas o máximo, mas sem que elas prejudiquem o canto", afirma.

Além disso, também a personalidade de cada personagem tem características diferentes das montagens anteriores. Peri é menos raivoso, tornando-se mais sensual, afetuoso e heróico, com gestos contidos. Cecília muda de características durante o transcorrer da história: começa como adolescente ingênua e transforma-se numa mulher forte e decidida no final do espetáculo. O vilão Gonzales continua sem caráter, mas aparece como um homem descontrolado, sem limites, patético no seu amor impossível por Cecília. E o Cacique, apresentado normalmente como um homem rude e frio, desta vez ganha uma certa dose de lirismo.

Os cenários criados por Raul Belém Machado, que tem mais de 600 espetáculos no currículo, refletem e se adequam aos conceitos utilizados pela direção. São construídos em módulos que se adaptam a várias cenas e utilizam muitas pedras, para transmitir a agressividade e a aridez da história. A Mata Atlântica, onde se passa grande parte da encenação, é estilizada, com o uso de painéis em tons de cinza esverdeado. "A ópera é toda uma vitória dos sentimentos e um libelo contra o preconceito. O tempo todo os valores éticos são colocados em questão, terminando com o triunfo deles. Por tudo isso, o tom geral do cenário é o de glória", explica Raul. Detalhe importante: apesar de sofisticados, os cenários foram pensados para serem de fácil transporte e montagem, o que permite a apresentação do espetáculo em outros Estados brasileiros e também no Exterior.
"Realmente, este é um trabalho com todas as condições de viajar para outros estados brasileiros e para o exterior, já que cenários foram pensados para serem de fácil transporte e montagem", comenta Rosana Caramaschi, da São Paulo ImagemData. "A Fundação Clóvis Salgado tem-se destacado por realizar produções próprias com resultados de acabamento e funcionalidade muito interessantes. O mesmo acontece com este Guarani", ressalta

Pólo operístico - A Fundação Clóvis Salgado, realizadora e produtora da montagem mineira de "O Guarani", é a Instituição que administra o Palácio das Artes de Belo Horizonte, um complexo cultural que reúne, num só endereço, três teatros, três galerias de arte, um cinema, um centro de produção e o Centro de Formação Artística, com escolas profissionalizantes de Teatro, Dança e Música, além de um café e uma livraria. Mantém três corpos artísticos: a Orquestra Sinfônica, o Coral Lírico e a Cia de Dança de Minas Gerais.
Nos últimos anos, a Fundação Clóvis Salgado/ Palácio das Artes vem se consolidando em Belo Horizonte como um importante pólo produtor de óperas, atividade até então concentrada principalmente nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2001, por exemplo, a produção de "Aida", de Verdi, foi elogiada pela crítica e pelo público, que lotou o Grande Teatro em todas as 8 récitas realizadas. Devido ao grande sucesso a ópera foi remontada em 2002, reunindo um público de aproximadamente 22 mil pessoas nas duas temporadas.
Projetado por Oscar Niemeyer, o Palácio das Artes ocupa uma área de 18.500 metros quadrados no centro de Belo Horizonte e no ano passado realizou nada menos que 1.720 eventos, assistidos por cerca de 700 mil pessoas.




Serviço:
O Guarani, ópera de Carlos Gomes. Com o Coral Lírico, Orquestra Sinfônica, Cia de Dança de Minas Gerais e solistas convidados.
Dias 22 e 29 de setembro de 2002 às 18h, dias 24, 26 e 28 às 20h.

Ingressos: R$ 40,00 (Setor I), R$ 34,00 (Setor II) e R$ 24,00 (balcão). Estudante paga meia.
Em Belo Horizonte, os ingressos podem também ser adquiridos na bilheteria do Palácio das Artes, ou por telefone (31 - 3237-7301), ou no 3º piso do BH Shopping.

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