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Ópera
O Guarani
 
Sinopse Elenco

  Manaus, 2000

Carlos Gomes

- Biografia
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Projeto Carlos Gomes

Títulos:
- Colombo
- O Condor
- O Escravo
- Fosca
- O Guarani
- Joana de Flandres
- Maria Tudor
- A Noite do Castelo
- Salvador Rosa

IV Festival Amazonas de Ópera
23 de abril a 25 de maio de 2000

Direção Geral:
Cleber Papa
Direção de Produção:
Rosana Caramaschi

 

 

Sinopse
Sofia, 1996
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Manaus, 2000
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Lisboa, 2000
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Belo Horizonte, 2002
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A estréia de O Guarani no Teatro Alla Scalla (Milão / Itália) foi responsável pelo grande impulso que teve a carreira internacional do compositor brasileiro Antonio Carlos Gomes. Além da música exuberante, um belíssimo exemplar do lirismo romântico, a ópera também chamou a atenção da exigente platéia italiana pelo exotismo do tema. De fato, apresentar índios brasileiros e sua relação com a colonização portuguesa, ainda hoje, é um fato que comove qualquer platéia. Basta olharmos o sucesso das montagens de Bonn e de Washington, ambas de Plácido Domingo, ou mesmo a montagem histórica da São Paulo ImagemData na Bulgária, que, ainda para este ano de 2000, está preparando outra montagem inédita de O Guarani a ser apresentada em Lisboa, com estréia em 10 de outubro.

Carlos Gomes, cujo nome assinala uma rua no Centro de Milão e outra em Lecco, onde também viveu, foi aplaudido e reconhecido quando o público italiano viu O Guarani pela primeira vez. Apesar de todo o sucesso na sua época com várias outras óperas, somente nos últimos 6 anos saiu do ostracismo nacional e internacional imposto por uma série de fatores e justificativas. De fato, a música de Carlos Gomes passou a ter uma grande divulgação internacional de várias de suas óperas, inclusive a produção de Fosca, apresentada em Manaus em 1998.

O Guarani é um marco na vida de Carlos Gomes e de certa forma, dos próprios brasileiros. É uma versão romântica da formação do povo brasileiro, da miscigenação de duas culturas diferentes, da religiosidade, sem deixar de pontuar os conflitos que existiram no início da colonização. Por estas razões, O Guarani foi escolhido para ser a ópera de abertura do IV Festival Amazonas de Ópera — Manaus 2000. A ópera O Guarani teve seu libreto escrito por Antonio Scalvini, tendo como base o romance homônimo de José de Alencar. Composta por Carlos Gomes, reflete, em momentos de rara beleza e lirismo musical, muitos dos aspectos elementares da Cultura Brasileira.

A história começa na esplanada da casa de D. Antonio Mariz, fidalgo português, com a chegada de caçadores cheios de entusiasmo por suas aventuras e animais abatidos. Gonzales, um aventureiro, comenta ironicamente o amor de D. Alvaro por Cecília, filha de D. Antonio. Este aproxima-se dos aventureiros e conta que sua filha foi presa pelos índios Aimorés e libertada por Peri, um índio Guarani, que é apresentado a todos. Em seguida, Cecília surge falando de sua felicidade por estar salva, quando seu pai anuncia seu casamento com D. Alvaro. Apesar de não gostar, Cecília cede ao pai. Encontra-se sozinha depois com Peri e ambos cantam os seus sentimentos apaixonados.

No 2.° ato, Peri está na sua gruta na floresta, onde revela saber que os aventureiros querem apoderar-se dos bens de D. Antonio, colocando Cecilia em risco. Ele jura protegê-la. Chegam Gonzales, Rui e Alonso que conspiram contra D. Antonio. Os dois últimos afastam-se para contar ao bando o que pretendem fazer. Gonzales e Peri encontram-se e brigam. Os aventureiros reunidos juram fidelidade a Gonzales, que se torna o líder do grupo. No seu quarto, à noite, Cecília canta a esperança de seu amor e adormece. Gonzales invade o aposento e a obriga a acompanhá-lo, quando uma flecha atinge sua mão. Mais uma vez, Cecília é salva por Peri. Alertados pelo barulho, os homens de D. Antonio vêm ao quarto. A casa é simultaneamente invadida pelos Aimorés em guerra. Cecília e Peri são feitos prisioneiros.

O ato seguinte acontece na tribo Aimoré, onde Cecília e Peri estão presos. O cacique apaixona-se por Cecília e quer poupá-la da morte. Peri toma um veneno porque, uma vez morto e servindo de alimento à tribo, conforme ritual de guerra, matará a todos. Quando chega a hora da morte de Peri, a aldeia é invadida pelos homens de D. Antonio, que travam intensa luta praticamente dizimando a população Aimoré.

No 4.° e último ato, os aventureiros tramam matar Peri e D. Antonio e raptar Cecília. D. Antonio já sabe da trama e encontra-se com Peri, que ainda vive graças a um antídoto de ervas da floresta. D. Antonio pede a Peri que vá embora porque irá destruir os aventureiros. Peri concorda, desde que leve Cecília, salvando-a. D. Antonio permite desde que ele se torne cristão, com o que o guarani concorda.

Peri e Cecília vão embora enquanto D. Antonio explode o castelo, matando a todos.


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