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O Intermezzo Pimpinone foi um dos maiores sucessos de Telemann
no gênero operístico. Para aliviar as trágicas
histórias das grandes tragédias, muitas vezes
exigindo longas trocas de cenário, era comum intercalar
nos intervalo os chamados intermezzi (na Alemanha, zwischenspiel),
com música mais leve, temas cômicos, seguindo
a tradição da ópera buffa.
Pimpinone foi apresentada em 27 de Setembro de 1725 de nos
intervalos entre os atos da ópera Tamerlano (de Haendel),
mantendo com hábito no período barroco outros
nomes como O Casamento Desigual ou A Camareira Tirana de Pimpinone.
Seu libreto foi traduzido por Johann Philipp Praetorius, a
partir do baseado libreto original, em italiano, de Pietro
Pariati, musicado em 1708 por Albinone. Pimpinone (de Telemann)
foi composta 8 anos antes de La Serva Padrona de Pergolesi,
cujo tema é semelhante e mais conhecida atualmente.
As árias e os duetos da ópera foram escritos
em italiano, integrados à ação, exibindo
o talento do compositor e a comunicabilidade de sua música.
Os recitativos originalmente foram escritos em alemão
para serem melhor compreendidos pelo público. Por isto,
a opção desta produção foi traduzi-los
para o português, mantendo o italiano nas canções,
como à época de Telemann.
A história começa com a camareira Vespetta
em busca de um marido. Vê no rico mercador Pimpinone
uma chance de independência. Deliberadamente, Vespetta
flerta com Pimpinone que se apaixona por ela e lhe oferece
emprego.
Algum tempo depois ela ameaça abandoná-lo,
preocupada com os boatos que circulam pela cidade colocando
em dúvida sua reputação.
Pimpinone a pede em casamento, impondo a condição
dela ficar em casa e não receber nenhuma visita. Inicialmente
ela concorda. Mas, após o casamento, Vespetta começa
a rebelar-se contra as restrições impostas por
seu marido, passando a exigir respeito, igualdade e liberdade
para ir aonde quiser.
Irado, Pimpinone ameaça espancá-la e Vespetta
promete revidar. Vespetta lembra a Pimpinone que no contrato
de casamento que ela providenciou espertamente
há uma indenização em caso de separação.
Pimpinone sucumbe às suas vontades.
A grande popularidade de Pimpinone, levando-a a ser apresentada,
inúmeras vezes, como espetáculo independente
de outra ópera, encorajou Telemann a compor uma seqüência,
Die Amours der Vespetta (Hamburgo, 1727), obra infelizmente
perdida.
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