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Sebastião Teixeira interpreta Conde Danilo
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A opereta mais famosa do mundo ganha
versão inédita, feita pelo maestro Júlio
Medaglia.
Uma versão inédita de "A Viúva Alegre",
a opereta mais famosa do mundo, está sendo mostrada neste
final de semana em Belém do Pará - dias 10, 11
e 12 de maio -, encerrando o Festival de Ópera do Theatro
da Paz. A obra, de Franz Lehár, é falada e cantada
integralmente em português, e conta ainda com o apoio
de legendas eletrônicas, para que o público não
perca nenhum detalhe da história. "Vou realizar
um velho sonho: reger A Viúva Alegre, que apesar de ser
a opereta mais famosa do mundo, é pouco montada no Brasil.
Em São Paulo, por exemplo, ela não é apresentada
há mais de 30 anos", diz o maestro Júlio
Medaglia, autor da versão brasileira que está
sendo encenada em Belém.
"A Viúva Alegre" estreou em 1905 e se constituiu
no mais bem sucedido musical de todos os tempos. Sua popularidade
foi tal que chegou a inspirar modelos de chapéu, nome
de charutos, restaurantes e até de comidas - no próprio
Maxim, restaurante francês citado na opereta, há
um prato com o nome da obra de Lehár. Hollywood já
transformou a opereta em filme por duas vezes. E a canção
"Vília", um dos temas da opereta, foi o primeiro
grande sucesso discográfico mundial: vendeu 3 milhões
de cópias em todo o mundo, isso nos primórdios
da gravação sonora.
O enredo de "A Viúva Alegre" desenvolve-se
em Paris, onde o embaixador de um país europeu imaginário
empenha-se em fazer com que a rica viúva Ana Glawary
se case com um compatriota, para que sua fortuna permaneça
na pátria. Na sua versão em português,
Medaglia reduziu ao máximo o tamanho dos diálogos.
"Fiz isso intencionalmente, com o objetivo de permitir
que o brilho das músicas sobressaia ainda mais",
conta ele.
O diretor de cena da montagem, Cleber Papa, ressalta que
a ênfase na musicalidade facilitou-lhe atingir seu principal
objetivo: dirigir a atuação de solistas, coristas
e bailarinos - são mais de 60 pessoas em cena - de
forma a evidenciar, no palco, o espírito da sociedade
vienense no século 19. "Naquela época,
as relações sociais eram movidas pela intensa
valorização da libido e, também, pelo
interesse financeiro. O prazer e o dinheiro eram coisas fundamentais",
relata Papa.
Segundo ele, tudo isso é mostrado através de
três situações básicas: o assédio
de todos os homens à viúva, que é bela
e, principalmente, rica; a paixão entre a viúva
e Danilo, o namorado com quem não se casou porque,
na época, ela era uma plebéia pobre; e o triângulo
amoroso vivido por Valentina, seu marido Barão Zeta
e o conquistador Camilo.
Outra preocupação de Papa foi garantir ao espetáculo
um clima de descontração e alegria. "A
música e lindíssima, as cenas são engraçadas
e, o que nós queremos mesmo, é que todo mundo
ria e se divirta", afirma ele, que produz óperas
há 10 anos, estréia como diretor em "A
Viúva Alegre" e, em agosto, vai dirigir a ópera
Norma, de Bellini, na Inglaterra.
O elenco de "A Viúva Alegre" é formado
por Gabriella Pace (Viúva), Carmem Monarcha (Valentina),
Sebastião Teixeira (Conde Danilo), Homero Velho (Barão
Zeta), Antônio Wilson (Visconde Cascada), José
Corrêa (Raul de St. Brioche) e Henrique da Paz (Niegus).
A cenografia é do norte-americano David Higins e a
iluminação de Guilherme Bonfanti. Figurinos
de Raul Belém Machado e Elena Toscano. Direção
cênica de Cleber Papa, com assistência de Mauro
Wrona. Parcitipação do Coral Marina Monarcha
e da Companhia de Dança Ana Unger. O maestro Júlio
Medaglia, diretor musical, rege as récitas de sexta-feira
e domingo; Barry Ford, titular da Orquestra Sinfônica
do Theatro da Paz, rege a récita de sábado.
A opereta "A Viúva Alegre" encerra o Festival
de Ópera do Theatro da Paz, realizado pelo Governo
do Pará, através da Secult - Secretaria Executiva
de Cultura, com o patrocínio da Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos, Companhia Vale do Rio Doce,
Banpará, Amazônia Celular, Celpa e Ministério
da Cultura, - através da Secretaria da Música
e Artes Cênicas. Apoios: Eletronorte, Estacon, Funarte,
Hotel Regente, Encenarte, Lei Semear e Lei Federal de Incentivo
à Cultura. Produção da São Paulo
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