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A Viúva Alegre - Belém/2002
Ópera
 
Apresentação Ficha Técnica Sinopse

 
Belém assiste "A Viúva Alegre" cantada e falada em português



Sebastião Teixeira interpreta Conde Danilo

-Ensaio Aberto:
Júlio Medaglia

Festival de Ópera do Theatro da Paz.
20 de abril a
12 de maio de 2002

Direção geral:
Cleber Papa
Direção Artística:
Gilberto Chaves
Direção de Produção:
Rosana Caramaschi

 

 
Fotos/Photos
A opereta mais famosa do mundo ganha versão inédita, feita pelo maestro Júlio Medaglia.

Uma versão inédita de "A Viúva Alegre", a opereta mais famosa do mundo, está sendo mostrada neste final de semana em Belém do Pará - dias 10, 11 e 12 de maio -, encerrando o Festival de Ópera do Theatro da Paz. A obra, de Franz Lehár, é falada e cantada integralmente em português, e conta ainda com o apoio de legendas eletrônicas, para que o público não perca nenhum detalhe da história. "Vou realizar um velho sonho: reger A Viúva Alegre, que apesar de ser a opereta mais famosa do mundo, é pouco montada no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, ela não é apresentada há mais de 30 anos", diz o maestro Júlio Medaglia, autor da versão brasileira que está sendo encenada em Belém.

"A Viúva Alegre" estreou em 1905 e se constituiu no mais bem sucedido musical de todos os tempos. Sua popularidade foi tal que chegou a inspirar modelos de chapéu, nome de charutos, restaurantes e até de comidas - no próprio Maxim, restaurante francês citado na opereta, há um prato com o nome da obra de Lehár. Hollywood já transformou a opereta em filme por duas vezes. E a canção "Vília", um dos temas da opereta, foi o primeiro grande sucesso discográfico mundial: vendeu 3 milhões de cópias em todo o mundo, isso nos primórdios da gravação sonora.

O enredo de "A Viúva Alegre" desenvolve-se em Paris, onde o embaixador de um país europeu imaginário empenha-se em fazer com que a rica viúva Ana Glawary se case com um compatriota, para que sua fortuna permaneça na pátria. Na sua versão em português, Medaglia reduziu ao máximo o tamanho dos diálogos. "Fiz isso intencionalmente, com o objetivo de permitir que o brilho das músicas sobressaia ainda mais", conta ele.

O diretor de cena da montagem, Cleber Papa, ressalta que a ênfase na musicalidade facilitou-lhe atingir seu principal objetivo: dirigir a atuação de solistas, coristas e bailarinos - são mais de 60 pessoas em cena - de forma a evidenciar, no palco, o espírito da sociedade vienense no século 19. "Naquela época, as relações sociais eram movidas pela intensa valorização da libido e, também, pelo interesse financeiro. O prazer e o dinheiro eram coisas fundamentais", relata Papa.

Segundo ele, tudo isso é mostrado através de três situações básicas: o assédio de todos os homens à viúva, que é bela e, principalmente, rica; a paixão entre a viúva e Danilo, o namorado com quem não se casou porque, na época, ela era uma plebéia pobre; e o triângulo amoroso vivido por Valentina, seu marido Barão Zeta e o conquistador Camilo.

Outra preocupação de Papa foi garantir ao espetáculo um clima de descontração e alegria. "A música e lindíssima, as cenas são engraçadas e, o que nós queremos mesmo, é que todo mundo ria e se divirta", afirma ele, que produz óperas há 10 anos, estréia como diretor em "A Viúva Alegre" e, em agosto, vai dirigir a ópera Norma, de Bellini, na Inglaterra.

O elenco de "A Viúva Alegre" é formado por Gabriella Pace (Viúva), Carmem Monarcha (Valentina), Sebastião Teixeira (Conde Danilo), Homero Velho (Barão Zeta), Antônio Wilson (Visconde Cascada), José Corrêa (Raul de St. Brioche) e Henrique da Paz (Niegus). A cenografia é do norte-americano David Higins e a iluminação de Guilherme Bonfanti. Figurinos de Raul Belém Machado e Elena Toscano. Direção cênica de Cleber Papa, com assistência de Mauro Wrona. Parcitipação do Coral Marina Monarcha e da Companhia de Dança Ana Unger. O maestro Júlio Medaglia, diretor musical, rege as récitas de sexta-feira e domingo; Barry Ford, titular da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, rege a récita de sábado.

A opereta "A Viúva Alegre" encerra o Festival de Ópera do Theatro da Paz, realizado pelo Governo do Pará, através da Secult - Secretaria Executiva de Cultura, com o patrocínio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Companhia Vale do Rio Doce, Banpará, Amazônia Celular, Celpa e Ministério da Cultura, - através da Secretaria da Música e Artes Cênicas. Apoios: Eletronorte, Estacon, Funarte, Hotel Regente, Encenarte, Lei Semear e Lei Federal de Incentivo à Cultura. Produção da São Paulo ImagemData.


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