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Carlos Gomes

OUTRAS PERSONALIDADES

Troféu Carlos GomesEm Dez 2006, a Casa da Ópera comemorou 10 anos da idealização do projeto Carlos Gomes Vida e Obra quando iniciou a produção e as gravações das óperas do Compositor.

Esta efeméride ficou marcada também porque a São Paulo ImagemData foi a vencedora do "Troféu Carlos Gomes 2006" (foto ao lado), na categoria "Universo da Ópera" com o Festival de Ópera do Theatro da Paz que produziu durante 5 anos consecutivos.

O "Prêmio Carlos Gomes ", tem a intenção de prestigiar a música erudita brasileira, premiando instrumentistas, intérpretes e compositores brasileiros. Criado durante as comemorações do centenário da morte do compositor paulista Carlos Gomes , em 1996 é desde então realizado anualmente. Em sua 11ª edição, os premiados foram escolhidos no dia 27 de novembro de 2006, em votação de um corpo de jurados formado por destacados nomes do meio musical, crítica especializada e do mundo cultural.

O Festival de Ópera do Theato da Paz foi realizado pelo Governo do Estado do Pará até a mudança de Governo nas eleições de 2006.

Títulos

Colombo

Poema sinfônico vocal, composto em quatro partes. Retrata o descobrimento da América, em 1942. Data de estréia: agosto de 1892, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro. Última obra lírica de Carlos Gomes.

 

O Condor

Ação lírica em 3 atos, libreto de Mario Canti. Data de estréia: 21 de fevereiro de 1891, Teatro Alla Scala. Dedicada a Teodoro Teixeira Gomes. Por encomenda do Teatro Alla Scala, Gomes compôs O Condor em três meses. A música é diferente de suas outras obras revelando um compositor à procura de novas composições artísticas. A ópera não agrada e Carlos Gomes regressa ao Brasil.
A ação se desenvolve nos jardins privados da rainha de Samarcanda, no século XVII. Almazor, astrólogo caldeu, aparece no terraço anunciando que alguém tenta violar o sagrado santuário da rainha Odalea. A rainha ordena que todos se retirem, pois quer enfrentar o invasor sozinha. Encontra o desconhecido que, ao vê-la, se lança de joelhos a seus pés. É o Condor que diz que desejava vê-la antes de ser morto, pois a vira no dia do grande perdão e, desde então, estava apaixonado por ela. Odalea diz que cem punhais estão apontados para o seu coração para castigá-lo pelo seu crime. O Condor oferece-lhe o seu punhal, pois a ofendida é quem deve matá-lo. A rainha perdoa o invasor e manda que fuja, mas o Condor se nega. Precipitam-se todos, ouvindo-a dizer que ele é um louco e portanto está perdoado. O povo discute sobre o Condor, condenandoa rainha por tê-lo perdoado.

 

O Escravo

Drama lírico em 4 atos, libreto de Alfredo Taunay e Rodolfo Paravicini. Data de estréia: 2 de setembro de 1889, Imperial Teatro D. Pedro II, Rio de Janeiro. Dedicada à Princesa Isabel. Segunda ópera mais executada de Carlos Gomes. Influenciado pelas idéias abolicionistas e do amigo Taunay, prepara a ópera. Há um certo tropicalismo envolvendo todas as cenas, sendo para muitos a partitura mais esplêndida de Gomes.
A ação acontece em 1567, na fazenda do Conde Rodrigo, junto ao rio Paraíba. Seu filho, o jovem oficial da marinha, Américo apaixona-se por Ilara, jovem indígena que é mantida na fazenda como criada doméstica. O pai não admite o relacionamento e nem que o filho possa se casar com uma escrava. Para evitar isso, o pai ordena que o jovem se junte à armada portuguesa que está combatendo os Tamoios na baía de Guanabara. Américo revela sua paixão pela jovem Ilara e o receio de deixá-la. Parte acreditando que após cumprir seu dever, seu pai abençoará o casamento com a jovem. Mas o pai é inflexível e, enquanto o filho está em combate, realiza o casamento de Ilara com o escravo, Iberê.

 

Fosca

Melodrama em 4 atos. Libreto de Antônio Ghislanzoni, com base no romance La festa della Maria de luigi Capranica. Estréia: 16 de fevereiro de 1873, Teatro Alla Scala, Milão. Dedicada a seu irmão, José Pedro de Sant'Anna Gomes. Considerado por Carlos Gomes sua obra-prima, durante 6 anos trabalhou sua revisão, sendo refeita 2 vezes. Apesar da grande qualidade do trabalho, foi acusado de wagnerianismo o que, na Itália da época, não era uma crítica positiva.
A ação acontece no litoral da Ístria e na Veneza de 944. Piratas da Ístria preparam-se para raptar um grupo de noivas que se casaria no mesmo dia, para pedir um grande resgate em ouro. Fosca, a irmã de Gajolo, chefe dos piratas, está apaixonada pelo capitão veneziano Paolo, que é mantido como prisioneiro em Ístria, e pede ao irmão que solte Paolo, mas este lhe confessa o amor por Delia, jovem veneziana. Cambro, homem de confiança de Gajolo, é apaixonado por Fosca e, ao vê-la chorar, promete trazer Delia como prisioneira. Mas em troca por tal vingança, ela deve amá-lo. Fosca desolada aceita o trato de Cambro.

 

O Guarani

O romance O Guarani, escrito em 1857 por José de Alencar, busca as origens da nacionalidade brasileira. Cria os símbolos do nosso passado nobre com as figuras de D. Antônio de Mariz, fidalgo de rígidos princípios morais; Álvaro, o cavalheiro de sentimentos puros, corajose e amoroso; Gonzales, o aventureiro ganancioso; Peri, o índio idealizado; e a meiga Cecília, que simboliza a mulher brasileira, dócil e sentimental. Personagens que fazem de O Guarani o romance da formação da nacionalidade brasileira. Il Guarany é uma ópera-baile em 4 atos. O libreto é de Antônio Scalvini, concluído por Carlo D'Ormeville.

A ação decorre no Brasil, do ano de 1560, em uma cidade próxima ao Rio de Janeiro, na esplanada diante da fortaleza, onde vive o velho fidalgo português, Dom Antônio de Mariz. Do ponto de vista romântico, a história gira em torno de Cecília que é cobiçada pelo aventureiro espanhol Gonzales e Dom Álvaro, nobre português. Por engano, um dos caçadores subordinados a Dom Antônio mata uma jovem índia da tribo do Aimorés e os índios querem vingança. Por pouco, não é a primeira vítima da ira dos índios, sendo salva por Peri, um índio guarani, fiel à família. Dom Antônio promete Cecília em casamento a Dom Álvaro.

Mais tarde, Peri confessa seu amor a Cecília, cantando a ária "Sento una forza indomita." Peri descore uma conspiração dos aventureiros contra Dom Antônio e acompanha seus movimentos até que Gonzales invade o solar e tenta raptar Cecília. Novamente Peri a salva, então a fortaleza é invadida pelos Aimorés que prendem o casal. Desta vez, é Dom Antônio, com seus homens, que salva Peri. Ao voltarem ao solar, descobrem novamente os aventureiros conspirando contra Dom Antônio, que pede a Peri que fuja, uma vez que a casa está prestes a explodir. Peri foge levando Cecília sob a benção de Dom Antônio. O espetáculo termina com a destruição total do solar, salvando-se apenas o casal que, agradece aos céus, pedindo piedade para os que morreram.

A estréia de Il Guarany, em 19 de março de 1870, no Teatro Alla Scala de Milão é triunfal. No Brasil foi ouvida, pela primeira vez no Rio de Janeiro, no mesmo ano, com enorme sucesso.

 

Joana de Flandres

Ópera lírica em 4 atos. Libreto e enredo de Salvador Mendonça. Data de estréia: 15 de setembro de 1863, no Teatro Lírico Fluminense (Provisório) do Rio de Janeiro. Dedicada a Francisco Manuel da Silva. Por este trabalho, o Imperador resolve mandá-lo para aperfeiçoamento na Itália.
Joana de Flandres governa enquanto seu pai Balduino é dado como desaparecido nas Cruzadas. Ela casa-se com o trovador Raul de Mauleon, quando seu pai reaparece e é feito prisioneiro como impostor. Os flamengos saudam Balduino para reconduzí-lo ao trono quando ele está para ser executado. Raul, cheio de remorsos, mata Joana e antes de ser punido, apunhala-se tombando morto.

 

Maria Tudor

Drama lírico em 4 atos, libreto de Emílio Praga concluído por Zanardini e Fontona, baseado no drama de Victor Hugo. Data de estréia: 27 de março de 1879, Teatro Alla Scala, Milão. Dedicada ao Visconde de Taunay.
A ação se passa na Inglaterra do século XVI. Numa praça um grupo de nobres, entre eles Dom Gil, embaixador da Espanha, comentam a ligação da soberana, Maria Tudor, com o aventureiro Fabiano Fabini, que, ao conquistar o amor de Maria, consegue dominar a corte. Mas, Dom Gil descobre que Fabini, usando o nome Lionello, traí a rainha, tentando seduzir Giovanna, uma moça do povo e noiva do operário Gilberto. Prevenido por Dom Gil, Gilberto jura vingança. Mas Dom Gil conspira contra o aventureiro italiano preparando uma vingança maior junto à rainha.

 

A Noite do Castelo

Ópera lírica em 3 atos, com libreto de Antônio José Fernandes, baseado no poema de Antônio Feliciano de Castilho. Dedicada ao Imperador D. Pedro II. Data de estréia: 4 de setembro de 1861, Teatro Lírico Fluminense , Rio de Janeiro. A ação se desenvolve no castelo do conde Orlando, a heroína Leonor, era noiva de Henrique, sobrinho do conde que teria supostamente morrido na Cruzada na Terra Santa. Na noite do contrato nupcial entre Leonor e Fernando, seu novo noivo, Henrique, reaparece e promete vingança.

 

Salvador Rosa

Drama lírico em 4 atos. Libreto de Antônio Ghislanzoni baseado no romance de Massanielo de Mierecourt. Data de estréia: 21 de março de 1874, Teatro Carlo Felice, Gênova; setembro de 1873, Teatro Alla Scala, Milão. Dedicada ao Dr. André Rebouças. Carlos Gomes produz Salvador Rosa, uma grand-ópera, em seis meses após o "fracasso" de Fosca, talvez como forma de desabafo por não ter sido compreendido nem pela crítica e nem pelo público.
O argumento de Salvador Rosa, é a rebeldia dos pescadores napolitanos contra o peso dos tributos impostos pelo vice-rei, representante de Felipe IV, da Espanha. Salvador Rosa é um poeta, gravador, pintor, músico e líder dos rebeldes que vive um romance com a filha do vice-rei, Isabella.

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