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"Minha idéia de um teatro como representação
litúrgica nasceu naturalmente dos ritos cristãos que devoramos,
nós todos, desde que nascemos. Não se conclua por aí
que eu acredite nessa religiosidade mascarada. A liturgia a que eu me
refiro é uma liturgia selvagem. A imagem correta dela seria uma
Igreja abandonada, habitada por um Deus sádico, que desnuda aí,
onde cada pessoa faz a profissão de fé de suas vidas secretas,
de suas esperanças ocultas, os vícios dessa fé,
a ponto de redescobrirem selvagemente a Presença original do
Destino. Em todo caso não tenho ainda a chave desse delírio.
Talvez não seja a hora certa de fazer elocubrações."
Marcelo Drummond, diretor - Zé Vicente, autor - Fransérgio Araújo e Haroldo Costa Ferrari, atores.

de JOSÉ VICENTE
direção MARCELO DRUMMOND
com HAROLDO COSTA FERRARI
e FRANSÉRGIO ARAÚJO
Cenário - Marcelo Comparinni
Figurino - Olinto Malaquias
Luz - Allan Milani
Trilha - Fioravante Almeida
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