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+ 1 MATÉRIA, + FOTOS DAS APRESENTAÇÕES, DAS FESTAS NA CANTINA DO TEATRO, DA VOLTA + 1 VIDEO |
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| A GÊNESE DO BRASIL Os Sertões (Krieg im Sertão) com o Teatro Oficina de São Paulo [Legenda da foto]: Os Sertões (Krieg im Sertão) – teatro anti-colonialista do Brasil O lendário Teatro Oficina, do Brasil, apresenta-se pela primeira vez em Berlim. Desde 2002, o diretor Zé Celso e a sua trupe, de mais de 100 pessoas, vem trabalhando no projeto “mamute” Os Sertões (Krieg im Sertão). A obra confronta os espectadores com a realidade social no Brasil, ou melhor, com a centenária história de injustiça colonial e das estruturas de distribuição que hoje moldam a globalização. “Os Sertões” é o título que o engenheiro, jornalista e poeta Euclides da Cunha deu ao seu ensaio de 700 páginas, ensaio esse que, logo após sua publicação em 1902, tornou-se um texto de “luta” sobre o embate de culturas locais com a civilização mundial; um mito fundador, uma bíblia do Brasil moderno. A obra descreve e analisa as causas e o desenlace de uma guerra civil no sertão, região árida no interior do estado da Bahia, no Nordeste brasileiro. Em 1894, boiadeiros empobrecidos se revoltaram contra as novas leis de impostos e fundaram, sob a liderança do carismático pregador Antonio Conselheiro, a primeira favela, um imenso povoado ilegal chamado Canudos. A dramatização e “carnavalização” de “Os Sertões” divide-se em cinco partes (sendo cada parte compreensível individualmente). Quatro partes estão prontas; cada uma dura de três a seis horas e tem legendas em alemão. Mas a montagem é tão distante das convenções ocidentais de teatro que o tempo parece suspenso – e os espectadores, oscilando entre a desconfiança civilizada e a animação despudorada, estão sempre em movimento. Berthold Zilly, tradutor do livro, descreve a encenação como “musical dos trópicos e gigantesco balé erótico”, e diz que “a narração é uma espécie de gênese do Brasil, e, com isso, da humanidade”. Pelos espaços da platéia e do palco do Volksbühne corre a “pista” do Teatro Oficina. Ao invés de lugares fixos, há “peregrinações”. Os Sertões de Zé Celso baseado na obra de Euclides da Cunha. Partes 1 a 4, de 14/09 a 17/09 e de 21/09 a 24/09. Parte 5: dia 25/09, com leitura de Martin Wuttke. Volksbühne na Rosa-Luxemburg-Platz Publicado no TIP, revista quinzenal de Berlim, em 19/09/2005 (autoria não mencionada) | ||||||||||||
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