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Teatro Oficina - Oficina Theater
(1980 - 1984)

Autora: Lina Bo Bardi


Lisboa, Editorial Blau / Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1999.

Preço: R$ 10,00

Depois do Sturm und Drang (da tempestade do ardor irresistível), o que vai acontecer? O Oficina não é o portal da Catedral de Colônia do fim do Século XVIII, mas é o marco importante de um caminho difícil. A tempestade destrói. É preciso reformular e reconstruir. Do ponto de vista da arquitetura, o Oficina vai procurar a verdadeira significação do teatro. - sua estrutura Física e Tactil, sua Não-Abstração - que o diferencia profundamente do cinema e da tevê, permitindo ao mesmo tempo o uso total desses meios. Em termos de arquitetura, A Tempestade destruiu tudo e o Oficina vai agir de novo. Na base da maior simplicidade e da maior atenção aos meios científicos da comunicação contemporânea. É tudo. Olhar eletronicamente sentados numa cadeira de igreja.

Zé Celso Martinez Corrêa
Primeiro Ato: Cadernos, Depoimentos, Entrevistas (1958-1974)

Autores: Zé Celso Martinez Corrêa (seleção) e Ana Helena Camargo de Staal (organização e notas).

São Paulo, Editora 34, 1998, 336 pgs.

Preço: R$ 15,00

Tudo o que está aí nós nos perguntamos cada dia. Você poderia fazê-lo e é por isso que estamos arriscando tanto. Você sabe o que é desbunde? Você já saiu do caminho certo? Você sabe qual é o caminho certo? Nós não queremos voltar a ele, sabe? Estamos entre um sim e um não reais. Ou lobotomizam todos os cérebros, ou vamos juntos procurar novos caminhos. Se não se quiser novos e arriscados caminhos, não vamos poder ficar sós, vamos ter que nos lobotomizar. Faremos uma peça cultural com muito ritmo, muito senso, você nos dará todos os prêmios e regressaremos em família ao vazio, à seriedade etc. Mas nem você vai gostar. Você vai precisar dessa nossa imagem arrebentada de exército de Brancaleone.
Zé Celso Martinez Corrêa

De todas as posturas imagináveis, a de vítima, a do sacrificado que sofre da injustiça ou em nome do ideal, foi a que Zé Celso sempre recusou encenar. Mesmo na pior das situações, em 1974, quando ele escreve S.O.S., em que explicitamente ele pede ajuda, ele não espera compaixão. Mais do que um apelo desesperado, S.O.S. ("sozinhos") é um convite urgente a um projeto de luta, de união, de reafirmação da nossa humanidade. Aviso de que o mundo é a reinventar, mais do que a justiça restabelecer: "Eu tenho a declarar que a consciência que nasce no teatro é a consciência de gestação de uma nova humanidade".
Ana Helena Camargo de Staal

O parto de Godot e outras encenações imaginárias: a rubrica como poética da cena

Autor: Luiz Fernando Ramos

São Paulo, Hucitec/Fapesp, 1999, 221 pgs.

Preço: 25,00

O nascimento de Godot, o personagem mais esperado do século, na pele de uma "menininha com chifrinhos de cabra" anuncia uma revolução no teatro brasileiro. Parido das entranhas de Cacilda - uma personagem mítica que resgata a paixão e glória de Cacilda Becker, a grande atriz brasileira - o Godot que nasce na peça Cacilda!, de José Celso Martinês Correa, é a jovem atriz que promete um novo teatro.

Esta é uma das encenações imaginárias que Luiz Fernando Ramos propõe, na forma de ensaios, a partir de um exame das rubricas nas literaturas dramáticas dos mais diversos autores. O leitor encontrará aqui uma ampla reflexão sobre a rubrica, aquela parte da literatura dramática que funciona como indicação do autor para os operadores da montagem de um espetáculo.

Para comprar seu livro, envie um e-mail para o Teatro Oficina fazendo seu pedido. A venda será feita mediante depósito em conta bancária. Acréscimo de R$ 5,00 para entregas na grande São Paulo. Para demais localidades, favor consultar.
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