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Ata
da Assembléia Geral ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA Aos
15 dias de julho de dois mil e três reuniram-se os associados
da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona em Assembléia
Geral Ordinária, convocada conforme seu estatuto, com o objetivo
de definir as estratégias, ações e trabalhos para
o ano corrente e eleger os nomeados aos cargos eletivos. O HOMEM Na
Terra ainda não transmudada espacialmente, ainda com as galerias
do 3o Teatro Oficina que este ano completa 10 anos. Fantasmas
rondam o Brasil: Canudos. O
Oficina Barracão de Teatro de Estádio, dedicando-se agora
aos jogadores, aos humanos, tensionando os limites do seu em torno,
jogando para abrir - com as 12 horas montadas do livro metáfora,
transporte da crise atual, para um outro estágio - o Bexigão
Teatro de Estádio, com a associação junto ao redivivo
Nobre Silvio Santos, da dinastia Abravanel na Renascença de Florença,
que doou a Cosme de Médici a Galeria Ufizzi, a Galeria Oficina
de Florença, para a construção de um dos mais sofisticados
Museus do Globo. Todas
as metáforas, transportáveis para viagens e apresentações
em Estádios - o primeiro: do Parque de Canudos no Município
de Monte Santo, capital do Sertão - no Alto da Favela em outubro
de 2004. Com gravação do DVD.
- Estrear a Segunda Parte de O Homem no dia 31 de outubro comemorando os 10 anos do Teatro Oficina de Lina Bardi e Edson Elito. Histórias paralelas do terreiro e do nascimento do movimento que não queria a guerra no meio da Grande Seca, iniciado nas peregrinações de Antonio Conselheiro pelas cidades do deserto reconstruindo igrejas, cemitérios e açudes, até a Hégira para Canudos, depois da perseguição policial e a construção da "Urbs Monstrusa" do Zaratustra sertanejo e da sociedade além do homem, antes de tudo forte. Ser-tão de ser forte, ser tanejos. Teatódromo Bexiga Verde Euclides
reconstruiu a ponte sobre o Rio Pardo buscando numa rocha viva submersa,
feita do encontro de três massas minerais, o apoio. Em seu livro
buscou essa rocha viva no homem como base de uma civilização
sem mal estar. - Como Raízes solidárias, lutar ao lado de todos os que como os defensores do Instituto Biológico, lutam por Oasys, pequenos açudes, construções de irrigações no Deserto Urbano da São Pã e do mundo. -
Lutar através da nova lei de urbanização para valer-se
da instituição do Usocapião para receber a área
do teatro em Comodato do Estado de São Paulo. - pela revisão da permissão dada pelo CONDEPHAAT de sacrificar a área de entorno do Teatro Oficina que deve ser ocupada e confirmada como terreiro de Dionísios, deus do Teatro. - pelo tombamento Federal do Teatro Oficina e seu entorno pelo IPHAN como Obra de Arte Internacional de Arquitetura de Lina Bardi e Edson Elito, lugar único no mundo, DNA do Teatro de Estádio online brasileiro. - pela continuidade da formação de uma Companhia de atores, artistas plásticos, midiáticos, músicos, compositores, coreógrafos, produtores, divulgadores euclidianos, figurinistas, artistas gráficos, renovadores dos 42 anos do Oficina. Com as crianças dos sertões das periferias do próprio Bexiga reunidas no Movimento Bexigão. - pelas condições econômicas que possibilitem a realização desta potencialidade, combatendo ao mesmo tempo o preconceito que teatro pra valer é uma arte condenada a miséria atual. - pela justiça de investimentos públicos e privados como causa pública unindo-nos aos movimentos do Teatro, da Cultura e da Transformação social do Brasil. - pela formação de mutirões de produção, parcerias com organismos nacionais e internacionais e com o próprio Estado Brasileiro que produziu a participação do exército na Campanha de Canudos e agora deve produzir o movimento oposto de inclusão e paz. - pelo Movimento Bexigão, iniciado na Capoeira de Mestre Pedro e na luta e invenção de Sylvia Prado, Tommy Pietra, Fioravante Almeida, que deve crescer como cerne do trabalho de realizar o encontro dos muitos brazis sociais e se tornar o herdeiro como vanguarda estética e social da história do Teatro Oficina. Em Canudos encontraram-se os Homens, como ainda hoje, nas valas comuns, nos banhos de sangue, e agora, na radicalidade injusta social brasileira. Quando jorra ainda mais sangue que numa guerra explícita é o momento perfeito de um trabalho conjunto para que as forças da guerra social transmudem-se em expedições e experiências radicais de paz. Euclides anunciou o povo brasileiro. Cem anos depois, a encenacão como epifania de sua interpretação do Brasil, encontra o povo anunciado presente, prestes a realizar as profecias de Antônio e de Euclides A LUTA A
maior parte do livro de Euclides, terá sua montagem iniciada
no ano de 2004. A própria montagem do livro é a luta mais
concreta em meio a um tempo de recessão e paralisia, de Grande
Seca, mas de esperanças ainda verdes de que a força material
da cultura se levante, se movimente, e ocupe os sertões do Brasil,
seu poder desprezado mas luxuoso e inevitável para o crescimento
do Brasil. Que a força vinda da nossa encenação,
bebida nesta fonte literária poderosa, nos torne capazes de participar
do reerguimento do poder da cultura no Brasil. O Teatro Oficina tem tido sua produção retida pela censura econômica. Para, como Canudos, fazer nossa produção vazar vamos lutar ativamente: - para que a Petrobrás, parceira no ano de 2OO1 na realização do Festival Oficina, libere recursos para o pagamento de direitos autorais das músicas dos DVDS de Boca de Ouro, Cacilda!, Bacantes e Ham-let, prontos para serem dados ao público mundial promovendo o salto do teatro brasileiro na era digital. - colocar em circulação, o mais breve possível, estes DVDS editados, que trarão mais compreensão para o valor do nosso trabalho. - realizar-se o Convênio na maioridade de 21 anos da relação entre o Teatro Oficina e a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo que permita uma manutenção e expansão das possibilidades de crescimento social e de público na contribuição passada e presente deste Teatro. - aceitar a proposta da Secretária Cláudia Costin de transformar o Oficina numa organização social, com um conselho formado por nomes de lutadores históricos pela existência do milagre: Aimar
Labaki - trabalhar para que o Oficina e instituições como a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal, SESC, a Fundação Cultural do Exército Brasileiro, e entidades de ensino associem-se, como já vêm fazendo, para que a produção se torne possível a cada etapa. - fazer ensaios abertos como oficinas de participação popular, para progressivamente, palmo a palmo levantar esta obra ciclópica mas possível, sintonizada com o contato com o público principalmente o não cativo de teatro. - fortalecer os setores mais frágeis de nossa máquina: Produção, Marketing, Comunicação e Divulgação. Buscar parceiros. Vila Nova, personagem do Produtor de Canudos é um Fastama que precisa ser incorporado, talvez não por uma pessoa, mas por várias que trabalhem articuladas. - revirar a atuação da Internet no Oficina transmitindo os passos desta epopéia que estamos realizando como o neo telégrafo da Guerra de Canudos. Reunir por exemplo em campanha estudantes de web e desenho do Senac, da Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero e de outros lugares para que, sob a direção de Mario Vitor Santos façam do Site do Oficina uma fonte diária inesgotável de informação viva, polêmica, como Euclides fez com Canudos desde repórter no Diário de Uma Expedição até Os Sertões. - atravessar o divórcio entre a cultura, a sociedade brasileira e o próprio Exército Nacional em ações conjuntas para não repetirmos Canudos, aproveitando este eterno retorno abrindo-nos para a contribuição milionária dos erros passados. Em vez de canhões vamos levar para todos os lugares e para ao coração da América do Sul, o Morro da Favela, onde se passou a guerra, a obra revivida desta epopéia, a ressurreição de todos seus mortos e o impedimento da matança dos vivos. - organizar e digitalizar os arquivos de vídeo, áudio, textos, desenhos, dos anos 9O e OO do Teatro Oficina para dar à antropofagia necessária que a montagem exige, por parte dos seus criadores e do público. - ter um espaço que possibilite essa organização e conservação do arquivo digital e do acervo cênico. - entrar nas lutas do mundo e do Brasil para realizar uma catarse dos crimes das nacionalidades para que não se repitam num ciclo infindo. Em
épocas como estas, as pessoas reunidas nos teatros vivem um movimento
de teatro como um movimento de potencialização, reapoderamento
e ressurreição dos mortos para uma passagem do século
a limpo. É o retorno do Teatro como foi na Grécia, elemento
futebolístico regenerador das energias sociais em torno dos horizontes
das grandes obras escritas: Shakespeare, a Bíblia, o Alcorão,
o Capital, ao lado das grandes construções humanas, o
candomblé, os grandes rituais ecumênicos, dos índios,
dos africanos, dos católicos, dos protestantes, dos evangélicos,
dos budistas, dos Vedas, grandes movimentos políticos libertadores
que se tramam como raízes para produzirem artes num mundo que
chegou ao máximo da seca e desgraça, com a Guerra. Evoé. Por
votação unânime dos sócios presentes foi
decidido que a consolidação dos estatutos da Associação
será realizada em assembléia futura a ser regularmente
convocada, posto que deliberaram que julgam necessário reformar
em parte os estatutos a fim de ampliar o âmbito de desenvolvimento
de suas atividades culturais, sociais e artísticas. Foram
reeleitos o Presidente José Celso Martinez Correa e os diretores
executivos Cristiane Léa Cortilio e Marcelo Máximo de
Almeida Pizarro Drummond e eleita a diretora executiva Sylvia Prado
Lopes. Tommy
Ferrari Della Pietra RELAÇÃO NOMINAL DOS MEMBROS DA DIRETORIA Marcelo
Máximo de Almeida Pizzarro Drummond Cristiane
Léa Cortílio Sylvia
Prado Lopes
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