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A
situação | Bexiga Oficina de
Florestas
A
Situação
É a mesma do poeta de "A Morta" de Oswald de Andrade
e tem seu mesmo projeto de ultrapassagem.
"Fizeram-me
abandonar a Ágora para viver sobre
mim mesmo de mil recursos improdutivos. Eu quero voltar à Ágora.
Um dia se abrirá na praça pública meu abcesso fechado!
Viverei na Ágora! No social. Libertado!" Esse dia é
agora ou nunca.
Nosso
repertório tem esta inspiração:
- "OS SERTÕES",
montado como escultura teatral viva da obra literária de Euclides
da Cunha, em ação. Canudos, nos dias de hoje, rompendo bloqueios,
superando seu massacre, abrindo oasys na urbes, sem ideal ascético,
mas terreno, de saídas dos becos sem saída: os Sertões
na Agora. Um trabalho de retorno à origem e afirmação
da história-passada-presente-futura da Terra, do Mais que Humano,
da Luta do Brasil, do Oficina para seu eterno retorno em "rocha viva".
- OFICINAS NO OFICINA - Oficina inventou a palavra "Oficina"
como trabalho de pesquisa prática, precisamente, de "montagem"
cultural coletiva. Agora retorna ao destino do seu nome e em 2000 abriu
o trabalho de "Os Sertões" em forma de múltiplas
oficinas, abertas gratuitamente sob patrocínio da Secretaria da
Cultura do Estado de São Paulo à participação
pública, através do Departamento de Formação
Cultural.
Uma forma de compartilhar, transmitir e construir o saber e a própria
re-existência que cada nova peça traz, através de
um processo social de criação inclusor de pessoas escolhidas
em rodeios teatrais, para acompanhar a montagem e renovar o elenco da
Companhia em mutação permanente.
- FESTIVAL TEATRO OFICINA -Remontagem
para gravação e transmissão direta e ao vivo via
TV-internet do repertório dos anos 90: HAM-LET
de William Shakespeare, MISTÉRIOS
GOZOSOS de Oswald de Andrade, BACANTES
de Eurípedes, PRA DAR UM FIM
NO JUIZO DE DEUS de Antonin Artaud, ELA
de Jean Genet, CACILDA! de
José Celso Martinez Corrêa, TANIKO
de Zen-Chiku e BOCA DE OURO de Nelson
Rodrigues;
- CACILDA! de José
Celso Martinez Corrêa, toda a tetralogia do mito de atriz que atravessou
o vagar sem destino do teatro de hoje, mas chegou à criação
do teatro brasileiro de cia.: Comediantes, TBC, TCB, nas lutas na ágora
dos movimentos dos idos 1968, na vida e morte, em cena.
Para esse programa é importante :
- lutar pelo direito do entorno
do Oficina tombado,
- por sua expansão física em rua, em Ágora,
ou seja: pela construção da Praça de Cutura no Minhocão,
ligada pela rua Oficina, a um Teatro Grego natural de Estádio,
no último terreno sertão ao ar livre do Bexiga, nos fundos
que becam o Oficina: o estacionamento do grupo SS. Uma planta Baixa, desenhando
uma Pemba, duas praças públicas Circulares, ligadas por
um Teatro Rua: um "i" com dois pingos, um em seu norte, outro
em seu sul.
- lutar para a expanção
do espaço público descondicionado, fora da caverna , afirmando
sua contracenação territorial de bem tombado, alargando-se
proporcionalmente à expansão da mega corporação
financeira que projeta um Shopping Cultural no entorno do Oficina no Bairro
do Bexiga.
- lutar pela justiça do poder
dos artistas, do público e da opinião pública, legitimarem
esta ambição.
- organizar o enorme acervo e arquivo do Oficina, informatizá-lo.
Além de material em papel e película, Oficina tem toda sua
história a partir de l98O até o presente gravada em vídeo;
- possibilitar que este acervo se torne publico por sua edição,
distribuição, transformação em livros, audio-visuais,
filmes, vídeos, disquetes.
- tornar público O Rei da Vela filme.
- encontrar empresas patrocinadoras que possibilitem esse salto de quantidades
na cultura, absolutamente possível no Brasil contemporâneo.
Todo este suporte parte da ação permanentemente renovada
do corpo a corpo do teatro, para uma prática contemporânea
mais confortável, que se plugue nas possibilidades tecnológicas
atuais. Mas, se esta tecnização não for possível
a tempo, refaça-se o milagre da rocha viva de Canudos, sem que
se perca, mesmo na precariedade radical, o tesão feticeiro, criador
de mais poder e transbordamento da divina orgia mais que humana. Todo
poder do ator humano vem da fonte Teatro; e por ele poderá ser
sempre exercido, na maior glória, nas secas e na umidade das primaveras.
Evoé!

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