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Nova namorada está fazendo milagres com Safin
10/02/2004
às 16h44
Moscou (Rússia) - Denis Golovanov, técnico e amigo de Marat Safin, tem uma explicação para o renascimento do russo, vice-campeão no Aberto da Austrália, batendo Agassi na semifinal: seu pupilo está levando uma vida mais calma ao lado da nova namorada, Dasha. Um contraste com sua passagem por Melbourne nos dois anos anteriores, quando não dispensou as atividades sociais nem várias loiras para torcer em seus jogos.
"Não tivemos muito tempo para diversão nos últimos dois ou três anos", informou Golovanov. "Há tempo para se divertir e tempo para trabalhar. Nos divertimos um pouco lá no norte (no verão), mas em dezembro ele treinou realmente forte e finalmente está valendo a pena", acrescentou. Um mistério ainda cerca a morena Dasha: ninguém conseguiu saber seu sobrenome. "Ninguém sabe muito a respeito dela, mas Marat está mais concentrado nesta relação", disse um conhecido. "Ele passa mais tempo com Dasha do que com as outras namoradas. Sua vida tem bem menos complicações e todos que gostam de Safin estão satisfeitos de vê-lo jogando tão bem assim."
Duas ex-amigas, ambas loiras, uma russa e outra australiana, foram vistas acompanhando o Grand Slam, mas Marat preferiu jantar no hotel com sua equipe de apoio e até não fez questão de visitar o zoológico no começo do torneio.
Safin esteve acompanhado em Melbourne pela mãe Rausa Islanova, sua treinadora até os 13 anos de idade, Dasha, Golovanov, o preparador Walt Landers e o agente Allon Khakshouri.
A seriedade do russo nos treinos em dezembro, em Monte Carlo, impressionou Landers, um veterano do circuito. "Ele passava a noite com a namorada e no dia seguinte estava correndo e trabalhando. Trabalhava seis dias da semana e descansava no domingo." O russo de 24 anos foi para a Austrália amargando jejum de vitórias desde abril do ano passado, recuperando-se de contusão no pulso. Nas seis semanas em que teve de imobilizar o braço, Safin, Dasha e Golovanov foram acampar e pescar em agosto, na Califórnia. "A pescaria foi ótima", contou Safin. "Passamos cerca de oito horas por dia num barco, sentados ao lado de nossas cervejas."
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