Para Hingis, último desafio em 2006 é o Masters feminino
27/09/2006 às 19h20

Martina HingisSeul (Coréia do Sul) - Martina Hingis ainda não igualou a melhor fase de sua carreira, mas seu retorno às quadras em 2006 é no mínimo impressionante. Número 1 do mundo em 1997, quando venceu três Grand Slam com apenas 16 anos, a suíça ficou três anos afastada por contusão, retornando no WTA de Gold Coast em janeiro.

Sem ranking no ínicio do ano, a tenista era uma incógnita. Na época do Aberto do Austrália, onde foi quadrifinalista, já era a número 349 do ano. No torneio seguinte, em Tóquio, já figurava perto do top 100. Ela ocupa hoje a oitava posição no ranking mundial.

Hingis venceu nesta temporada os WTA de Roma e Calcutá - este último na semana passada - além de ser finalista em Tóquio e Montreal e semifinalista em mais três torneios. A tenista disputa nesta semana o WTA de Seul, na Coréia do Sul.

"Foi estressante sair da Índia e vir para cá, mas consegui manter o nível de meu jogo mesmo cansada. Estou contente de estar aqui e jogar bem. Tive uma ótima impressão da Coréia até agora. Todos são muito profissionais. Espero ver um pouco mais de Seul antes de partir", disse a suíça.

Não satisfeita em retornar ao top 10 em menos de nove meses, a tenista tem mais um objetivo em 2006. Ela pretende se juntar a Amélie Mauresmo, Justine Henin-Hardenne e Maria Sharapova e se garantir no Masters feminino, que acontece em novembro.

"Tive um bom começo neste ano, alcancei meu objetivo de estar entre as top 10. Tenho metas para 2007, mas primeiro quero me qualificar para o Masters. O único torneio que falta é Zurique. Espero ter pontos os bastante entre Índia e Zurique, para me qualificar para o torneio de encerramento", disse Hingis.

A suíça bateu nesta quarta-feira a dinamarquesa Caroline Wozniacki por 6/3 e 6/2 e anotou sua sexta vitória consecutiva. Na próxima rodada em Seul, a favorita ao título enfrenta a indiana Sania Mirza. Hingis e Mirza se enfrentaram na semana passada em Calcutá, com vitória arrasadora da ex-número 1 do mundo por 6/1 e 6/0.