Em Madri, Nadal diz que seu tênis não está em "crise"
15/10/2006 às 15h04
Madri (Espanha) - A derrota de Rafael Nadal para Joachim Johansson na segunda rodada do ATP de Estocolmo talvez tenha preocupado mais os fãs do espanhol do que o próprio espanhol. Pelo menos é o que se pode depreender das tranqüilas declarações do número 2 do mundo sobre o episódio.
"Estou com confiança, apesar de ter perdido na segunda rodada rodada contra Joachim. Ele é um grande sacador e eu não joguei mal", disse o tenista de Mallorca. "Trata-se de um dos três melhores sacadores do mundo e isso era uma pressão extra num tipo de piso como aquele, que evidentemente não era meu favorito."
"Crise? Não há crise. Ainda que eu perdesse todos os jogos daqui até o final da temporada eu continuaria sendo o número 2 do mundo", lembrou o atual bicampeão de Roland Garros. "Meu objetivo é jogar bem aqui e na Masters Cup de Xangai, então quem disser que meu tênis está em crise é que está louco."
Como sai de "bye" na primeira fase, Nadal ainda não sabe quem é o seu adversário na estréia no Masters Series de Madri, com início nesta segunda-feira. Ele pega Xavier Malisse ou um qualifier. E é nos primeiros jogos que coloca sua concentração.
"Sinceramente, Federer não me preocupa, só poderia me preocupar se eu chegar à final. (...) Antes tenho partidas muito difíceis contra os melhores", disse o jogador, que não alcança uma decisão desde Wimbledon, em junho. "A verdade é que penso muito mais nesses encontros."
O espanhol garantiu que desta vez chega bem fisicamente ao Masters Series de Madri, que no ano passado conquistou a despeito de fortes dores no pé. "Vai ser bom jogar uma partida (de duplas) antes de quarta-feira, isso vai me dar rodagem. No ano passado não pude por causa dos meus problemas no joelho."
Uma das preocupações de Nadal é ganhar mais pontos "de graça" encaixando bons serviços. E ele trabalha para isso, embora o resultado não seja imediato. "Mudei meu estilo de saque e esse processo produz alguma desconfiança em alguns momentos."
Por fim, o vice-líder do ranking de entradas voltou a demonstrar todo o respeito que tem por Federer. "Ele está em uma escala superior. O meu objetivo é melhorar dia a dia e veremos no futuro se meu nível pode ser como o dele, algo quase impossível, mas que não está tão longe."
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