Nadal mantém o número 2 em "jogo-espetáculo" contra Djokovic
17/05/2008 às 13h13

Nadal segurou o 2º posto em grande exibição
Hamburgo (Alemanha) - Rafael Nadal é o legítimo número 2 do mundo. Neste sábado, na semifinal do Masters Series de Hamburgo, o espanhol derrotou o sérvio Novak Djokovic por 7/5, 2/6 e 6/2 em 3h03, e defendeu com sucesso a classificação para a final do torneio e, mais importante, a vice-liderança do ranking mundial.

Djokovic, 310 pontos atrás de Nadal, pressionou o tenista de Mallorca a semana toda em Hamburgo. Os dois chegaram à semifinal do Masters Series e realizaram o confronto mais esperado na Alemanha. Valendo o segundo posto da lista da ATP, o jogo fez juz às expectativas: espetacular, de altíssimo nível, o duelo foi de longe uma das melhores partidas da temporada 2008.

Repleta de emoção e lances mágicos, a vitória de Nadal sobre Djokovic foi a sétima em dez encontros com o número 3. No saibro, Nadal manteve a invencibilidade, agora com quatro triunfos sobre o sérvio. O espanhol vinha de derrota na estréia no Masters Series de Roma, mas exibiu um nível e um poder mental sem igual no saibro alemão.

Na decisão, Nadal volta a reencontrar Roger Federer, o atual campeão do evento. Na final do Masters Series no ano passado, o número 1 levou a melhor por 2/6, 6/2 e 6/0 e encerrou a histórica seqüência invicta do "Rei do Saibro" em quadras lentas. Nadal ainda lidera o retrospecto de confrontos diretos por 9 a 6.

Djokovic lamenta ponto perdidoVale lembrar que a distância entre Djokovic e Nadal caiu para 210 pontos, pois o sérvio defendia quartas-de-final em Hamburgo. Se vencer Federer na final do Masters Series, o espanhol aumenta para 360 pontos a sua distância para o número 3. De qualquer forma, Djokovic terá nova chance em Roland Garros, onde defende a semifinal, e Nadal, o título.

O duelo

O jogo começou muito complicado para Nadal. Djokovic praticamente não errou nos primeiros games e não deixou o espanhol alongar os pontos e angular as bolas. Sólido, abriu 3/0 e, no game seguinte, colocou 15/40 no placar. Foi aí que Nadal mostrou todo o seu poder mental: confirmou o serviço, triunfou no longuíssimo quinto game e depois empatou por 3/3.

Nadal cresceu no jogo e impôs nova quebra no nono game. Raçudo, Djokovic devolveu no game seguinte e fico tudo igual em 5/5. Neste momento o jogo subiu muito de nível, com jogadas sensacionais dos dois tenistas a cada ponto. O espanhol, porém, jogava com enorme mobilidade e com contra-ataques espetaculares. Com outra quebra, pulou na frente de novo e depois fechou por 7/5.

O segundo set começou bonito e equilibrado. No quinto game, 2/2 no placar, Nadal teve 15/40 no saque do sérvio, mas não aproveitou. Batendo com a mão no peito, Djokovic ganhou moral e partiu para o ataque. Nadal correu muito, mas não foi páreo à enorme eficiência de Djokovic nas pancadas anguladas da linha de base e nas subidas à rede. Com 6/2, o número 3 empatou o duelo.

O tenso set final foi repleto de detalhes. Nadal começou quebrando o saque do sérvio, mas jogou mal no game seguinte e teve 15/40 contra. Djokovic perdeu a primeira chance e, na segunda, teve uma corda da raquete quebrada quando disparava um forehand fácil. Sem acreditar, o sérvio trocou a raquete e seguiu no jogo. No 3/1, Nadal salvou mais uma vez um 15/40 contra, evidenciando a queda mental do rival. O oitavo e derradeiro game foi tão significativo quanto emocionante: Djokovic perdeu quatro break-points e Nadal só selou a vitória por 6/2 no quinto match-point.

O número 2 e o número 3Nos 183 minutos de partida, o tenista de Belgrado marcou 31 winners e 43 erros não-forçados. Mais equilibrado, Nadal terminou o jogo com 31 golpes vencedores e apenas 23 equívocos. Djokovic pagou o preço por perder as chances em um jogo tão parelho (104 pontos a 99 para o vencedor): aproveitou apenas 4 de 19 break-points, ao passo que Nadal converteu 5 de 9 oportunidades de quebra.


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