Meligeni: "Maior vitória foi contra Sampras". Ríos desconhece brasileiros.
18/06/2008 às 20h25

Fernando Franco
Em São Paulo

Após a coletiva de imprensa de Pete Sampras nesta quarta-feira em São Paulo, Fernando Meligeni tomou o espaço e declarou logo de cara que sua maior vitória na carreira foi justamente sobre Sampras, no saibro de Roma em 1999. O argentino naturalizado brasileiro vai disputar a etapa brasileiro do torneio de veteranos da ATP junto com o ex-número 1 do mundo.

"Eu acho ele ainda o maior de todos os tempos, então é claro que foi a maior vitória da minha carreira. Vasmos ver como ele vai jogar aqui. Se o nível dele não for tão alto quanto os jogos dele contra o Roger Federer, vamos tentar beliscar", brincou.

Fininho foi também bastante questionado a respeito do tênis brasileiro. Sobre Thomaz Belllucci, pregou calma. "O Bellucci é um garoto que joga muito bem. Fisicamente ele é muito sólido, saca muito bem... mas precisamos ter calama. Ele deu uma 'voada' muito grande, no top 70, mas quem já jogou sabe o que é esse momento. A gente espera que ele seja um grande jogador, não adianta querer um novo número 1. Precisamos ser humildes", afirmou.

Com Marcos Daniel no top 100 e a ótima dupla mineira de Marcelo Melo e André Sá, o Brasil tem um time promissor na Copa Davis. Novamente, Meligeni afirmou que é preciso cautela, já que a equipe é inexperiente. "Depois de quatro ou cinco vezes que você joga Davis, é que você começa a entender melhor como se comportar. O Bellucci precisa jogar mais para ganhar essa experiência".

Antes da coletiva de Sampras e Meligeni, o chileno Marcelo Ríos conversou com os jornalistas em São Paulo. Sempre tão seco quanto honesto nas suas declarações, o ex-número 1 afirmou que não quer nem pensar em perder na etapa brasileira de torneios de veteranos da ATP.

"Sempre entro para ganhar em uma quadra de tênis, seja como profissional ou como veterano", pontuou o chileno. Depois de destacar o tênis argentino como maior força na América do Sul, Ríos foi perguntado se conhece tenistas brasileiros atuais: "Não, não conheço nenhum", disse.
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