ATP aposta em mudança gradativa do ranking
05/01/2009 às 15h28

Elói Silveira, de Paris

A reforma no sistema de rankings da ATP foi decidida com antecedência, mas a maneira como seria implantada acabou sendo revisada no último momento para evitar trocas de posições entre jogadores do top 10. Assim, neste domingo, a entidade divulgou a nova lista de 2009 apenas com os pontos dobrados em relação ao ano anterior e indicou que pretende fazer mudança gradativa ao longo da temporada.

Como o sistema acabou indo contra o que a própria ATP havia divulgado à imprensa no final de 2008, o site da entidade trouxe algumas "explicações" para a mudança e garantiu que não atualizou totalmente o ranking para o novo formato porque "isto seria injusto, já que muitos jogadores seria reclassificados e poderiam ter o planejamento de 2009 comprometido".

Ainda nesta segunda-feira, uma fonte da ATP garantiu a Tenisbrasil a mudança de procedimento. "Neste novo ranking, os pontos de 2008 foram dobrados. Agora, à medida em que os jogadores forem disputando torneios, a nova pontuação entrará em cena", garante a entidade.

O curioso é que, com o novo formato, alguns jogadores não conseguirão defender pontos de torneios em que foram bem no ano passado. Rafael Nadal, por exemplo, tem hoje contabilizado 600 pontos do título de Barcelona, mas poderá apenas somar 500 se repetir a campanha. Já Nicolas Almagro ganhará apenas 250 dos atuais 350 que tem se for bicampeão do Brasil Open.

Mais ainda, um vice-campeão de Grand Slam também pode se dar mal se voltar a perder a decisão. Roger Federer, por exemplo, tem agora 1.400 dos vices de Roland Garros e Wimbledon, mas somará apenas 1.200 se igualar as campanhas. De qualquer forma, o novo formato, que contabilizará 4 Grand Slam, 8 "ATP 1000", 4 "ATP 500" e 2 outros, estará completamente adequado ao final do ano.

Outro fator que dificulta o entedimento são as datas diferentes do calendário, já que 2008 foi ano de Jogos Olímpicos. Assim, os pontos devem cair na semana anterior ou de disputa do evento, o que pode mudar drasticamente o formato dos cabeças-de-chave.

Caso a ATP tivesse optado pela reforma total logo na primeira lista de 2009, uma das grandes mudanças viria com Federer, que perderia o número 2 para Novak Djokovic. Vale lembrar que em 2000 a entidade criou a Corrida dos Campeões para simplificar os rankings, mas acabou "rebaixando" a importância da lista com o passar do tempo.


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