Coadjuvante da biografia de Guga, Russel relembra o dia do "quase"
07/01/2009 às 11h28
Breno Menezes
Em São Paulo
| Rubens Chiri |
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O norte-americano Michael Russel nunca passou sequer perto de ser um destaque do circuito profissional. Porém, ele quase entrou para história ao ficar próximo de eliminar Gustavo Kuerten em Roland Garros, em 2001, quando Guga faturou seu terceiro troféu do Grand Slam parisiense. O tricampeonato o consagrou definitivamente como um dos maiores da história.
Naquele 3 de junho, já na fase de oitavas-de-final, o desconhecido atleta de Detroit conseguiu a incrível façanha de abrir dois sets de frente e chegou ao match-point. O brasileiro, com os deuses conspirando a seu favor, salvou a bola que poderia estragar sua brilhante história no saibro francês, e a partir de então, dominou o confronto. No final, triunfo por 3/6, 4/6, 7/6 (7/3), 6/3 e 6/1, e Guga desenhando um coração na terra batida para delírio da torcida.
Após ser derrotado na estreia do Aberto de São Paulo, Russel concedeu entrevista ao
Tenisbrasil e falou sobre as recordações que tem da emblemática data. "Sou mais famoso aqui por causa desse jogo do que no meu país. Quase cheguei mais longe (em Roland Garros), e naquele dia, com o estádio cheio, foi especial. É por isso que continuo no esporte, atuar diante de 10, 12 mil pessoas é muito motivante".
"Foi uma sensação boa e ruim ao mesmo tempo. Fiquei decepcionado por não ter conseguido vencer, mas joguei muito bem. Faltou um pouco mais de agressividade, duas bolas que eu poderia ter ido para cima dele com mais força e profundidade. Depois de perder o match-point ele começou a sacar muito bem. Ele conseguia dois aces por game, não tinha muito o que fazer. Assisti depois à partida para ver o que precisava melhorar".
Sobre o futuro, Russel garante que o esporte está mais competitivo e acredita estar em um melhor nível do que há oito anos. "Hoje em dia é tudo questão de mais força, mas sinto que minha técnica melhorou. Encaixo bons golpes de slice e estou mais sólido no fundo da quadra. Mas minha principal meta para este ano é me manter saudável, não sofrer novas contusões".
O norte-americano está próximo de se aposentar e não descarta parar no final de 2009, chateado com as seguidas contusões. "Vou tentar novamente voltar a jogar bem, se não conseguir ficar entre os 100 melhores eu desisto", admite o tenista de 30 anos, que chegou a ser 60 do mundo em 2007 e atualmente é apenas o 257º da ATP. Ele agora parte para o Equador para a disputa do challenger de Salinas.