Murray exalta direita de González: "Ninguém bate tão forte como ele"
02/06/2009 às 15h40

Paris (França) - A tática de fugir da direita de Fernando González estava bem desenhada na cabeça. Mas na prática, ela acabou não surtindo efeito. Castigado pelo chileno, Andy Murray até nem lamentou tanto a derrota e fez questão de elogiar a principal arma do carrasco e agora semifinalista.

"Ele não me surpreendeu, conheço bem seu jogo. Mas uma coisa é dizer que 'eu poderia ter feito isso' quando a gente está lá dentro. Ele bate muito forte, ninguém no circuito tem uma direita assim, é impressionante. E quando isso acontece, não tem muito o que fazer, é difícil reagir. Mas é certo que no terceiro set fiquei decepcionado, porque poderia ter aproveitado algumas chances. No final também, joguei alguns pontos muito mal", explicou.

Murray também apontou a maior experiência do chileno no saibro, mas fez uma avaliação positiva dos últimos torneios, em que acumulou semifinal em Monte Carlo e agora sua melhor participação em Roland Garros. "Os resultados dele no saibro são melhores que os meus já há um tempo. Ele joga melhor nesse piso de maneira geral", explicou.

"Mas acho que tive uma boa participação nestes meses, muito melhor que antes. Não sofri lesões, fisicamente estava bem e me movimentando bem. Acho que somei bons resultados, claro que não como os do Nadal. Mas não tive muitas derrotas rápidas e quero seguir melhorando. No geral estou contente. Poderia ter sido bem pior", ressaltou um sincero Murray.

Fora da competição, o número 3 do mundo falou sobre o que espera das próximas rodadas, apontou uma pressão enorme para cima de Roger Federer, mas minimizou por exemplo as chances de Juan Martin del Potro. "Ele joga bem, está confiante, mas nunca ganhou um Grand Slam e nunca venceu um set do Federer. O Roger passou por problemas, está sentindo pressão enorme. Ele deve estar se dizendo que pode ganhar agora. Por alguns anos era tudo mais previsível, mas agora ele pode enfim chegar lá", destacou.

Virada a página do saibro, Murray passa a se concentrar na grama e disputa na semana que vem o torneio de Queen's, mudando o foco em seguida para Wimbledon. "Este ano terei um pouco mais de tempo para me preparar. Gosto do estilo de jogo lá, com a bola mais baixa. É duro para as coxas, os músculos em geral, mas é um estilo que me faz sentir bem", encerrou. No ano passado, Murray começou sua grande arrancada rumo ao top 3 exatamente em Wimbledon, com as quartas-de-final.
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