Melo nega tristeza e diz que viveu melhor momento da carreira até agora
04/06/2009 às 17h21

Elói Silveira
Especial de Paris

Elói Silveira
Quem achava que Marcelo Melo estaria arrasado com a derrota na final de duplas mistas de Roland Garros se enganou. Ciente de que havia de qualquer forma entrado para a história do tênis brasileiro ao disputar uma decisão de Grand Slam, ele preferiu destacar as boas sensações que viveu ao lado de Vania King na tarde desta quinta-feira em Paris e fez questão de lembrar de Gustavo Kuerten na cerimônia de premiação.

"A última vez que o Brasil esteve em final de Grand Slam foi com o Guga. Hoje eu estava no mesmo lugar que ele, na mesma premiação. Foi uma sensação impressionante, estava muito emocionado. Foi uma pena o jogo, merecíamos ter ganhado. Mas tive sensações inexplicáveis, as melhores que da minha vida até agora. Por isso não tenho nem que lamentar", explicou o "gigante" de 2,03 m.

"Quando entrei na quadra já estava muito feliz, é um grande reconhecimento. Por mais que seja dupla mista, jogar na central de Roland Garros é um momento especial. E tentei me divertir ao máximo, jogando da mesma maneira de antes. Estivemos a dois pontos de ganhar, mas eles acertaram pontos impressionantes e mostraram porque são os números 1 do mundo", completou.

Eliminado com André Sá ainda na primeira rodada do Grand Slam e vivendo fase de altos e baixos, Melo citou a campanha de agora como uma possibilidade de mudar de ares já na temporada de grama, a partir da próxima semana. "O que fiz aqui mostra que quanto mais tranquilo estou, melhor eu jogo. O Bruno (Soares) viu todos os jogos, falou que eu estava cruzando bem, voleando muito. Isso é uma lição para a dupla oficial. Acho que fiz meu melhores jogos pessoalmente na mista", afirmou.

E mesmo já pensando na sequência do circuito, com viagem nesta sexta cedo para a Inglaterra, ao lado de Sá e Soares, Melo não negou que nesta noite vai tentar curtir ao máximo com os amigos que compareceram para torcer. "O Bruno ficou hospedade numa casa de família e trouxe o pessoal para torcer. Vamos comemorar juntos, jantar. É um troféu de Roland Garros que terei em casa. Sou o quarto brasileiro a fazer final aqui e acho que mereço por tudo que fiz. Quero comemorar agora".
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