Clezar vai à final de duplas em Roland Garros e tenta repetir Guga
05/06/2009 às 12h14
Elói Silveira
Especial de Paris
| Elói Silveira |
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O Brasil está em outra final em Roland Garros. E de novo nas duplas. Depois de Marcelo Melo nas mistas, agora é vez de Guilherme Clezar tentar dar um título ao país na chave juvenil. Nesta sexta-feira, ele confirmou o favoritismo ao lado do taiwanés Huang Liang-Chi e derrotou a parceria formada pelo sueco Patrk Brydolf e pelo tcheco Radim Urbanek por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/2.
Curiosamente, Clezar e Liang-Chi começaram mal, com uma quebra contra logo no primeiro game. Em seguida, porém, passaram a controlar as ações e fizeram valer o bom serviço e o jogo constante de fundo de quadra. Cabeças-de-chave número 4, eles enfrentam na decisão deste sábado quem passar entre Marin Draganja/Dino Marcan e Dominik Schulz/David Souto.
Grande revelação do tênis brasileiro, o gaúcho tenta repetir Gustavo Kuerten, que também se deu bem na chave de duplas juvenil de Roland Garros em 1994, ao lado de Nicolas Lapentti. No individual, ele perdeu ainda nesta quinta nas cuartas-de-final para Schulz, de virada e em jogo extremamente equilibrado. Agora, pode se vingar do alemão se ele for à decisão de duplas.
"Vendo por esse lado que eu posso repetir o Guga é algo bem legal. Mas sem tirar o mérito de um possível título de duplas, eu vou querer muito mais que isso daqui para frente", destacou. "A sensação de estar numa final de um Grand Slam é muito boa. Amanhã (sábado) vamos com tudo pra ganhar", completou, falando em seguida da parceria com o taiwanês.
"Nosso estilo encaixou bem desde o primeiro jogo, um ajuda o outro. Mas meu foco é em simples. Nas duplas uso mais para treinar voleio e outros fundamentos", explicou o gaúcho.
Em 2009, Clezar vem em boa forma, na série de eventos na América do Sul, conquistou o título do Uruguai Bowl, foi vice no Chile, parou na semi no Argentina Bowl e nas quartas da Copa Gerdau. Nas últimas semanas, já na Europa, foi à semifinal do Trofeo Bonfiglio, também do Grupo A, e às quartas do Santa Croce, ambos na Itália. Na próxima lista da ITF, ele deve aparecer entre os 20 melhores do mundo.