Aliviado por ter sobrevivido, Federer garante: "Não subestimo Soderling"
05/06/2009 às 18h34

Paris (França) - Roger Federer superou uma grande batalha contra Juan Martin Del Potro nesta sexta-feira em Roland Garros, com parciais de 3/6, 7/6 (7/2), 2/6, 6/1 e 6/4, e se mostrou muito aliviado com a sua virada sobre o argentino. Pela quarta vez seguida na final do Grand Slam e agora seu grande rival Rafael Nadal, o número 2 do mundo prometeu não subestimar o sueco Robin Soderling, algoz do espanhol e finalista em Paris.

Federer disse que não considera sua vida mais fácil na final com Nadal fora. "Olha, não existe decisão de Grand Slam fácil. É muito simples, o cara do outro lado da rede também ganhou seis partidas e definitivamente está na forma de sua vida. É claro que eu não posso subestimar Robin, apesar de já tê-lo derrotado algumas vezes. Mas é bom ver alguém novo na final", declarou.

"Não sei se é uma vantagem ou não, pois nunca venci aqui. Tenho certeza que a pressão é grande para os dois. Não apenas para mim, mas para ele. É o seu primeiro grande passo em um Grand Slam. Tenho certeza que será um jogo sensacional, ele foi ótimo contra Fernando González hoje", continuou o dono de troféus de 13 Grand Slam. Mas por pouco ele não ficou na semifinal em Paris.

"Sem dúvida foi uma partida muito dura. Ele veio muito forte e a posição que tomou no fundo da quadra, especialmente com sua direita... Com esse golpe ele pode às vezes errar, mas esse não foi o caso hoje. A pressão foi muito grande. Acho que ele tinha a vantagem da linha de fundo. Ele começou sacando bem melhor, por isso que mereceu a vantagem no início", lembrou Federer.

O suíço teve de ter muito sangue frio para empatar o jogo no set seguinte. "Foi importante acompanhá-lo no segundo set e levar ao tiebreak. Assim que eu venci o segundo set, soube que tinha chances. Quanto mais durasse a partida, mais eu tinha confiança nas minhas habilidades físicas e mentais e na minha possibilidade de virar. Então estou muito feliz por ter conseguido isso, mais uma vez", resumiu.

Federer não chegou à final do Aberto da França facilmente. O número 2 do mundo teve de passar por batalhas como a que travou contra o argentino Jose Acasuso. Ele considera isso algo positivo. "É uma ótima sensação passar por partidas duras assim. É mais emocional. É mais satisfatório, apesar de eu gostar de jogos nos quais eu domino meus rivais. Não tenho sempre a chance de mostrar algumas qualidades diferentes, por isso acho que pode ser bom para mim".

Confrontado com a pergunta sobre sua relação com a torcida francesa, Federer agradeceu o grande apoio que tem recebido. "Todos têm sido ótimos comigo e provavelmente esperaram muito por este momento. Eles queriam que fizesse algo mágico na quadra. Demorou um pouco para eu fazer e provavelmente o fiz por causa do jogo de Del Potro. Foi um duelo incrível. Quando eu precisei do apoio da torcida, eles estavam lá por mim".

Federer também fez questão de elogiar Del Potro. "Ele é um tenista jovem. Você sempre pensa que não há tantas oportunidades assim para jogadores novos. Por isso fiquei um pouco triste por ele quando venci. Eu o respeito muito porque ele fez um considerável progresso e tenho certeza que será um grande tenista no futuro".
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