Clezar fica com vice de duplas em Roland Garros e destaca "grande torneio"
06/06/2009 às 10h40

Elói Silveira
Especial de Paris

Eloi Silveira
Clezar comemora em família grande resultado
Não deu para o gaúcho Guilherme Clezar na decisão da chave juvenil de duplas em Roland Garros. Nesta manhã de sábado, o gaúcho de 16 anos e seu parceiro Liang-Chi Huang, de Taiwan, foram derrotados pela parceria formada pelos croatas Marin Draganja e Dino Marcan. Em apenas 52 minutos, os europeus marcaram 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/2.

A derrota impediu que o atleta de Porto Alegre igualasse o feito de Gustavo Kuerten, campeão da modalidade em 1994, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti. Três anos depois, o maior tenista brasileiro de todos os tempos ergueria o primeiro de seus três troféus no saibro do Grand Slam francês, já como profissional. E mesmo ciente das comparações, ele admitiu que nem pensou nessa possibilidade e até pediu calma.

"Não pensei no Guga. Tento me Concentrar no meu jogo. O que o Guga fez tá feito e foi impressionante. Quero focar no meu aprendizado e melhorar bastante coisa no meu jogo", disse o ainda tímido jogador, que ficou até sem graça ao ser chamado para a sala de entrevistas 2 e riu ao ser lembrado que ali curiosamente Guga havia dado a última coletiva após a aposentadoria no ano passado.

Apesar da derrota, Clezar não quis saber de tristeza nem na hora da premiação, em que exibiu orgulhoso o troféu conquistado, nem mais tarde, quando fez o balanço da semana. "Foi um ótimo torneio, infelizmente perdemos hoje. Nosso jogo não encaixou como nos outros dias. Mas foi tudo foi uma boa experiência, desde a primeira partida até ultima. Tive um bom aproveitamento e acho que vou lembrar de várias coisas boas", disse.

"A que mais marcou foi o segundo jogo de simples (derrotou o francês Tak Khunn Wang), na quadra 2 bem cheia. Foi a primeira vez que joguei numa quadra grande aqui, com a torcida contra e consegui me superar e virar", lembrou.

Além desta partida, Clezar seguiu em frente em simples, passou por cabeças-de-chave, como o norte-americano Denis Kluda e o argentino Agustín Velotti, e parou apenas nas quartas-de-final, em jogo parelho contra o alemão Dominik Schulz. Nas duplas, ele e seu parceiro entraram como a quarta parceria pré-classificada e só foram surpreendidos contra os croatas, que sequer figuravam como favoritos.

Sem muito tempo para curtir a cidade, conhecer os monumentos de Paris, ele segue já neste domingo para a Alemanha, onde joga um torneio antes de ir para a grama e Wimbledon. Ele não conseguirá nem mesmo ver a final do masculino, mas abre o sorriso ao apontar o favorito. "Federer, é claro".
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