Kuznetsova elege concentração como chave para o título
06/06/2009 às 14h01

Kuznetsova só 'tremeu' ao encontrar Steffi Graf
Paris (França) - Svetlana Kuznetsova veio "comendo pelas beiradas", longe dos holofotes, e conquistou neste sábado seu segundo troféu de Grand Slam. Na decisão em Roland Garros, derrotou uma nervosa Dinara Safina em duelo todo russo para erguer seu segundo troféu de Grand Slam. Sem ainda ter compreendido o valor de seu feito, a tenista de São Petersburgo disse que entrou descontraída na quadra Philippe Chatrier, mas não esperava ganhar em Paris neste ano.

A russa de 23 anos precisou de apenas 74 minutos para cravar 6/4 e 6/2 sobre a líder do ranking da WTA. "Quando entrei em quadra estava me sentindo muito confortável e calma. Estava com muitas emoções aflorando, porém, contive os nervos. Ainda não entendi muito bem o que aconteceu, só posso agradecer a Deus pela chance recebida e agora é continuar treinando forte para o restante da temporada".

Contando com o nervosismo da compatriota, Kuznetsova sequer vibrou efusivamente após a rival entregar o jogo com uma dupla-falta. "Safina é melhor do que eu no momento, ela é a número 1, mas acredito que estava sob muita pressão. Não quero falar muito sobre isso. Dinara é uma grande atleta e trabalha muito duro para conseguir alcançar seus objetivos. Eu a respeito ainda mais por isso. Mas consegui jogar o meu melhor tênis e essa foi a diferença", analisou a campeã, que embolsou um cheque no valor de US$ 1,5 milhão.


"Esperei por este momento durante muito tempo. Realmente não esperava que acontecesse já neste ano, porém, dei o meu melhor. Joguei com o coração em todas as partidas e fiz jogos memoráveis. Contei com um apoio incrível de minha torcida e de meu staff. É maravilhoso ganhar aqui, é meu torneio favorito, ao lado do US Open". Até hoje, seu único troféu de Grand Slam havia sido conquistado nas quadras de Flushing Meadows, em 2004.

Ela recebeu o troféu das mãos da alemã Steffi Graf, hexacampeã em Roland Garros. Kuznetsova disse ter ficado nervosa ao encontrar uma de suas fontes de inspiração. "Eu a acompanhei por muito tempo, mas nunca tive a oportunidade de encontrá-la pessoalmente. Quando entrei no vestiário hoje e dei de cara com ela fiquei vermelha de vergonha. Disse 'oi' e ela me desejou boa sorte. Foi incrível ela ser a responsável por me entregar a taça".

Indagada se uma final entre atletas russas possa dar alento aos jovens esportistas de sua nação, Kuznetsova foi dura com os dirigentes. "Não creio que o título vai ajudar a solucionar problemas, porque não se importam com quem venceu. Estou orgulhosa por representar bem meu país e uma decisão entre russas é bastante especial. De qualquer forma, espero que o tênis possa se desenvolver ainda mais na Rússia".
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