Após recordes, Federer pode sonhar com volta ao nº 1 em Wimbledon
07/06/2009 às 13h53
Elói Silveira
Especial de Paris
Se todas as marcas que alcançou neste domingo não fossem suficientes, Roger Federer se colocou em posição para acumular ainda a posição de número 1 do ranking mundial. Na vice-liderança desde agosto de 2008 e antes ameaçado por rivais como Andy Murray e Novak Djokovic, o suíço conseguiu incrível virada com a campanha perfeita em Roland Garros e agora pode até sonhar com o retorno ao topo em Wimbledon, daqui a um mês.
No geral, Federer somou até pouco: 600 pontos (2.000 do título menos 1.400 do vice do ano passado), passou a 11.070, mas acabou se dando bem com a surpreendente queda de Rafael Nadal. O líder do ranking e até então intocável no saibro parisiense saiu com incrível déficit de 1.820 pontos ao cair nas oitavas-de-final (somou 180 e perdeu 2.000), parando na próxima lista com 13.140.
Vale lembrar que a diferença de 2.070 pontos que o espanhol terá nesta segunda-feira era de quase 4.500 antes do Grand Slam. Mais, Nadal não defenderá o título em Queen's, perderá 405 pontos e vai passar a secar o suíço em Halle. Atual campeão, Federer precisa do hexa para diminuir o prejuízo e entrar em Wimbledon com 1.885 pontos a menos.
Desta forma, colocará grande pressão no rival, que volta a defender 2.000 pelo título do ano passado. Federer, por sua vez, tem 1.400 pela frente. Mesmo se qualquer aposta sobre resultados passa a ser pura especulação, o que muda radicalmente dos últimos meses para agora é o foco da disputa no top 4. Antes, com Nadal disparado, ele estava em torno da possibilidade de Murray virar número 2. Agora, Federer volta a dar as cartas.
Mais abaixo, Roland Garros se encerra mudando pouco o top 10, mas com Juan Martin del Potro agora mais firme como número 5. A nova presença é do outro semifinalista, Fernando González (décimo), aproveitando queda de Gael Monfils. Já Robin Soderling dá incrível salto do 25º diretamente para o 12º, o melhor da carreira.