Em carta, WADA pede atitude da ATP no caso Agassi
03/11/2009 às 09h44

Agassi usou metanfetamina em 1997
Londres (Inglaterra) - A Agência Mundial Antidoping (WADA) pediu agilidade a ATP sobre o "caso André Agassi". David Howman, diretor da WADA, espera que os responsáveis pelo circuito profissional masculino não deixem a história - sobre o fato de o norte-americano ter usado substância proibida - passar de maneira impune e que sirva de exemplo para os atuais tenistas.

"Nossa tarefa é proteger os atletas limpos e ter certeza de que este tipo de coisa não se repita. E se nós não tomássemos alguma medida, alguém estaria a bater na nossa porta, dizendo: 'Bem, o que vocês estão fazendo sobre isso?", atacou o dirigente, em claro recado a omissão da Associação dos Tenistas Profissionais, que colocou para debaixo dos panos o doping de Agassi em 1997.

Em nota oficial, a ATP confirma o recebimento de uma carta, mas não perdeu a oportunidade de dar uma alfinetada. "Quando respondermos, vamos fazer diretamente à WADA e não por meio da mídia", diz o comunicado, rejeitando a atitude de Howman, que expôs a situação aos jornalistas. "A ATP também gostaria de reiterar sua política de não comentar sobre os resultados dos testes antidoping, a menos que alguma coisa seja encontrada", acrescentou.

Ainda na direção de provocar a ATP, o diretor da WADA disse que, se nenhuma atitude for tomada, aí sim a entidade responsável pelo doping entrará de vez no "jogo". "Espero que a resposta seja dada com responsabilidade para ter certeza de que não seremos forçados a ensinar", complementou Howman.
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