Mesmo com resistência, franceses não desejam perder Roland Garros
04/11/2009 às 12h08
Paris (França) - Apesar da forte resistência de ambientalistas e moradores vizinhos ao complexo de Roland Garros, a Federação Francesa de Tênis (FFT) almeja manter o torneio no charmoso complexo. Para isso, eles acreditam na própria força junto aos políticos locais.
"Fomos informados de que é uma questão complicada", admitiu Gilbert Ysern, diretor geral da entidade maior do tênis francês. "A prefeitura está fazendo forte oposição. Mas vamos continuar trabalhando muito seriamente sobre o projeto e esta é, naturalmente, a nossa opção favorita. Somos uma federação forte, e vamos conseguir", acrescentou o dirigente.
Como o projeto envolve muito dinheiro - 120 milhões de euros inicialmente -, Ysern entende que não seria interessante trocar a sede do Aberto da França. O motivo é simples: parte dessa quantia já foi gasta no projeto de cobertura da quadra central. "Investimos muito dinheiro, um arquiteto foi nomeado e já iniciou as obras. Não podemos perder tempo. Temos que construir", pontuou Ysern, lembrando que a federação tem a concessão para utilizar Roland Garros até 2015.
O homem forte da FFT espera que a obra seja concluída no tempo pré-determinado, em 2013 ou 2014, mas já estuda outras opções. "Estamos pensando sobre o impacto de tal mudança. Quando você quer alguma coisa e entende que não é certo que irá conseguir, tem de pensar em outras possibilidades", analisou Ysern.
Neste ano, Wimbledon estreou o seu teto retrátil, que era motivo constante de críticas - chove muito na Inglaterra quando é disputado o Slam inglês. Por outro lado, o US Open terminou um dia depois do previsto, em função do mau tempo que insistiu em prejudicar o andamento das partidas. A final masculina, envolvendo Roger Federer e Juan Martin del Potro, foi realizada segunda-feira.