Mais de 20 clubes apóiam o Movimento Tênis Gaúcho
05/11/2009 às 20h27
Porto Alegre (RS) - O "Manifesto em Defesa do Tênis Gaúcho", lançado no início de outubro, conquistou de forma espontânea o apoio de clubes na capital e interior do Rio Grande do Sul informam documento encaminhado à imprensa nesta quinta-feira.
Além de tenistas, treinadores, árbitros e demais profissionais vinculados ao tênis, o movimento informa que já recebeu a adesão de mais de 20 instituições do estado: Avenida Tênis Clube, de Santa Maria; Sociedade Ginástica e Sociedade Aliança, de Novo Hamburgo; Petrópole Tênis Clube, Clube do Comércio, AABB, Belém Novo Golfe Clube, Teresópolis Tênis Clube e SAVA Clube, de Porto Alegre; São Leopoldo Tênis Clube, de São Leopoldo; Gramado Tênis Clube, de Gramado, Clube Caça e Tiro, de Lajeado; Livramento Tênis Clube e Clube Campestre, de Livramento; Clube Caça & Pesca, de Bento Gonçalves; Sociedade Rio Branco, de Cachoeira do Sul; Clube Comercial, de Carazinho; Clube Arranca, de Cruz Alta; Tênis Clube, de Santiago; Clube Vinte e Oito de Maio, de Santo Ângelo; Amizade Tênis Clube, de São Borja; Rosário Tênis Clube, de Rosário; e União Tênis Clube, de Sapiranga.
O objetivo do Movimento, de acordo com os signatários do documento, é trabalhar de forma unida a fim de fortalecer o tênis gaúcho, reconquistar o espaço perdido no cenário nacional e também internacional e promover mudanças na FGT. "Há necessidades de mudanças na Federação Gaúcha de Tênis", afirma o vice-presidente de tênis do Petrópole Tênis Clube, Luís Fernando Oliveira. "Acreditamos que a atual gestão já fez a sua parte pelo tênis gaúcho e que chegou a hora da renovação", completa. O dirigente observa que aumentou o número de torneios piratas. "A FGT está cada vez mais distante dos clubes", constata Oliveira.
O vice-presidente de esportes do Avenida Tênis Clube, Juarez Lopes, concorda com esta posição e diz que o Movimento Tênis Gaúcho surge como a expectativa de mudar este cenário. "Vamos trabalhar para que o Movimento reorganize a Federação Gaúcha, de forma criteriosa, apoiando os clubes, estimulando a realização de torneios, promovendo o aprimoramento dos profissionais e com transparência na condução da entidade", diz Lopes. "Nosso desafio é fazer o Rio Grande do Sul voltar a ter a importância e o respeito que já teve no tênis brasileiro, ocupando os primeiros lugares. Neste ano, por exemplo no Torneio Interfederações, ficamos em oitavo, posição que não condiz com a tradição do Tênis Gaúcho", salienta o dirigente.
Juarez Lopes elenca uma série de problemas que motivaram a organização e o fortalecimento do Movimento Tênis Gaúcho. "A falta de atenção da FGT para com os clubes do Interior; a falta de organização para realizar competições oficiais e a total ausência da Federação no apoio aos clubes são alguns dos exemplos", destaca. Além disso, o dirigente observa que o Movimento tem encontrado dificuldades para obter informações sobre o tênis gaúcho. "Solicitamos à FGT dados sobre clubes filiados, sobre clubes aptos a voto, sobre eleições, etc, e só vamos obtê-los via judicial, porque a FGT se negou a informar aos clubes, mesmo sendo filiados e com as taxas e as mensalidades pagas em dia", assegura Lopes.
O
Movimento Tênis Gaúcho tem um site , onde está disponível o texto "Manifesto em Defesa do Tênis Gaúcho", a relação completa dos signatários e faz o convite para quem quiser participar do movimento, enviando sugestões e dúvidas, por meio de um endereço eletrônico (movimentotenisgaucho@gmail.com).
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com:
- Luís Fernando Oliveira, vice-presidente de tênis do Petrópole Tênis Clube, através do telefone (51)8480-3069, ou pelo email fernando@pontoum.com.br
- Juarez Lopes, vice-presidente de esportes do Avenida TC, através do telefone (55) 9971-4431 ou pelo email: juarezmlopes@hotmail.com