Agassi pede "compaixão" e torce para não ser punido
06/11/2009 às 09h30

Agassi gravou entrevista para a TV americana
Nova York (EUA) - Andre Agassi enfim se manifestou sobre as histórias contadas em sua autobiografia, que tem causado muita repercussão com suas polêmicas declarações sobre uso de drogas. No domingo, o programa Sessenta Minutos, transmitido na TV norte-americana, exibe a gravação da entrevista com o ex-número 1 do mundo.

O norte-americano afirmou que usou a metanfetamina em 1997, a tal substância proibida, porque "precisava de ajuda" e confidenciou que teme ser punido. Nesta semana, a Agência Mundial de Antidoping (Wada) pediu que a Associação dos Tenistas Profissionais tomasse uma iniciativa, ou seja, junte provas para punir Agassi.

Há 12 anos, os membros do ATP sabiam de tudo que estava acontecendo, mesmo assim optaram por abafar o caso. "Espero que junto com o que aconteceu, venha alguma compaixão porque talvez essa pessoa não precise de condenação. Talvez esta pessoa pudesse estar precisando de um pouco de ajuda", expõe Agassi, que no livro "Open" também fala que recorreu a uma peruca na final do Roland Garros de 1990 e odiava o tênis quando criança.

Agassi espera que a sua sinceridade se transforme em perdão das autoridades, que até o momento não pouparam críticas ao ex-campeão. "Tinha tudo a perder por contar esta história, com total transparência", contou Agassi, que não recebeu perdão de muitos jogadores. À exceção do britânico Andy Murray, todos exigem que ele seja punido para que sirva de exemplo para os profissionais atuais.
Fonte normalFonte média