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Estirão: mudanças e conseqüências na puberdade
Por Suzana Silva

Teliana PereiraHá muitos casos no esporte descrevendo histórias de atletas que aparentam ser mais jovens ou mais velhos do que a idade cronológica, o que leva a uma série de mal entendidos. O caso mais clássico é aquele em que o atleta pode ter sido registrado algum tempo depois de sua data de nascimento, portanto sua idade cronológica não corresponde ao número que aparece em sua carteira de identidade.

Mas, mesmo com registros corretos, diferenças no crescimento (físico) e no desenvolvimento (maturação) para crianças da mesma idade são mais comuns do que se imagina e pais e professores podem usar este conhecimento para orientá-las melhor. Há momentos do desenvolvimento que são muito críticos, ou seja, a criança fica muito vulnerável aos estímulos do ambiente, com conseqüências estruturais, psicológicas e motoras que podem ser irreversíveis.

Exemplificando: a criança de 0 a 2 anos cresce rapidamente e está em amplo processo de desenvolvimento do Sistema Nervoso Central. É por isso que a alimentação, o carinho físico e a estimulação são tão fundamentais nesta primeira fase de vulnerabilidade: deles vai depender em grande parte seu desenvolvimento nos aspectos mental e emocional e motor.

Outro período muito crítico, ou seja, em que a criança está muito vulnerável, é no período de maturação sexual e do estirão de crescimento. Nas meninas, o estirão se dá, em média, dois anos antes que os meninos - por volta dos 11 anos de idade - e atinge o auge (pico de crescimento) mais ou menos lá pelos 12 anos. O período de crescimento rápido dura aproximadamente dois anos e após a primeira menstruação, o crescimento em altura diminui de ritmo até cessar lá pelos 21 anos de idade. Nos meninos, o estirão em média se inicia aos 13 anos (um ano para frente ou para trás é normal). O pico se dá lá pelos 14 anos e também dura uns dois anos, como nas meninas. O estirão de crescimento dos meninos tem maior velocidade e a altura que eles atingem é maior que a das meninas, em média.

Um fato interessante é que a idade na qual a criança entra no estirão não tem relação com sua altura final, que é determinada geneticamente; mas os estímulos ambientais, sim. Fatores como alimentação, sono, atividade física e estresse emocional podem inibir ou estimular o crescimento nesta segunda fase de grande vulnerabilidade, como veremos a seguir:

  1. Atividade física: na dose certa, não afeta o crescimento; treinamentos de força antes da puberdade o inibem; já a falta de atividade física reduz a estatura final da pessoa. Ou seja: é fundamental fazer, é importante não exagerar.
  2. Sono: durante o sono são liberadas substâncias precursoras dos hormônios de crescimento. Dormir bem é preciso!
  3. Alimentação: precisa falar? Os alimentos vão dar os "tijolinhos" para o jovem construir suas células ósseas e musculares. É por isso que o jovem come tanto...Cabe aos pais verificar a qualidade dos alimentos e balancear as refeições da família.
  4. Estresse emocional: o estresse emocional gerado por situações competitivas pode prejudicar o crescimento. Por isso é preciso prestar atenção se a criança compete por prazer ou por obrigação!
    O estirão de crescimento é um processo que acontece depois de certos eventos maturacionais, a saber:
    • MENINAS: desenvolvimento de mamas - crescimento de pelos pubianos; estirão - crescimento de pelos axilares - primeira menstruação.
    • MENINOS: aumento do volume testicular - desenvolvimento do pênis e escroto - crescimento de pelos pubianos; estirão - crescimento de pelos axilares e/ou faciais - mudança na voz.

Na fase do estirão, sobretudo nos meninos em que ele pode acontecer de maneira muito rápida, é normal que o jovem perca temporariamente sua coordenação motora. Aquele que pratica esporte é estimulado a conhecer melhor seu próprio corpo e, portanto, a se "equilibrar" mais rapidamente nesta estrutura que parece crescer "por minuto".

Sabendo disso, é fundamental explicar aos jovens que elementos como altura, força física, coordenação motora e maturação sexual podem variar muito de uma pessoa para outra nesta fase, pois somos todos diferentes. Se o seu filho perder um jogo para alguém mais alto ou mais forte, lembre a ele de que esta é uma condição momentânea, típica da puberdade. Alguns anos mais tarde, lá na frente, vai vencer o tenista mais preparado, em todos os sentidos.

Fonte: Curso de Crescimento e Desenvolvimento proferido pelo professor Crivaldo Júnior, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, no CURSO BÁSICO I da RBPT, em julho de 2003.

 

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