Nadal derrota alemão em 4 sets depois de 3h30min
18/01/2007 - 12h36

Melbourne (Austrália) - O espanhol Rafael Nadal tomou um susto, mas reverteu os momentos difíceis e derrotou o alemão Philipp Kohlschreiber. Nesta quinta-feira, em jogo válido pela segunda rodada do Aberto da Austrália 2007, ele marcou 7/5, 6/3, 4/6 e 6/2 sobre o rival.

O vice-líder do ranking de entradas tenta recuperar o ritmo de jogo do primeiro semestre de 2006, quando conquistou cinco títulos, entre eles Roland Garros e dois Masters Series. Depois de junho, não alcançou sequer uma final.

Embora o tenista de Mallorca tenha dito repetidas vezes que gosta de jogar o Aberto da Austrália e que se sente bem no piso lá utilizado, é na Oceania que ele tem o pior retrospecto nos Grand Slam. Ele já faturou Paris duas vezes, foi vice de Wimbledon e quadrifinalista do US Open.

A performance mais expressiva de Nadal em Melbourne aconteceu em 2005, quando fez oitavas-de-final. Na época, todavia, ainda tinha 18 anos e não havia se firmado como um dos grandes do circuito. No ano passado, já na condição de protagonista, foi impedido de jogar por uma contusão.

Para igualar a campanha de 2005, basta a ele vencer a próxima partida, que é contra um suíço, mas não seu arqui-rival Roger Federer. Trata-se de Stanislas Wawrinka, 40º do mundo, que passou pelo chileno Paul Capdeville por 6/4, 6/3 e 6/2.

O Jogo
Nadal conseguiu uma quebra no terceiro game do jogo e administrou a vantagem até o 5/3. Quando sacou para fechar o set, contudo, vacilou. No 5/5, chegou a ter de salvar break point. Mas valeu a maior categoria do espanhol, que se salvou e conseguiu uma quebra para em seguida fechar em 7/5.

A segunda parcial foi um pouco mais tranqüila para o número 2 do mundo, que jogou mais solto e tornou suas bolas profundas. A disputa esteve equilibrada até o 3/3. No oitavo game o favorito aproveitou um break point para em seguida definir em 6/3.

O terceiro set foi um festival de quebras. Kohlschreiber converteu uma chance no sexto game e chegou a 4/2. Daí em diante ninguém mais confirmou o serviço e o alemão acabou levando a melhor por 6/4.

Mas então valeu a maior categoria e preparo físico de Nadal. Ele cresceu de produção, passou a vibrar mais e abriu 4/0 de cara. Aí foi só controlar e fechar em 6/2.