Sente e assista a 24 horas diárias de tênis na TV
Por José Nilton Dalcim

O canal do sonho de onze em cada dez fãs do tênis já está no ar. São 24 horas diárias, sete dias por semana, de jogos ao vivo, teipes de duelos clássicos, perfis, entrevistas e dicas de todas as espécies. O único problema é que o Tennis Channel está nos Estados Unidos, muito longe das TVs a cabo brasileiras, que sequer tiveram condições financeiras de mostrar Wimbledon deste ano.

Com sede em Los Angeles e participação acionária de Andre Agassi e Pete Sampras, o Tennis Channel entrou em operação provisória no dia 26 de abril deste ano e foi ao ar definitivamente no dia 15 de maio, com cobertura completa do Masters Series de Hamburgo. Mas a aventura não foi fácil nem para a Terra do Tio Sam, onde nasceram as grandes redes de TV a cabo. O projeto surgiu na metade de 2001 com a promessa de ser lançado em setembro de 2002. Falta de recursos adiou a festa por quase seis meses.

Para entrar finalmente no ar, foi preciso reunir ao longo do tempo muitos investidores. O grupo se tornou uma combinação de marcas esportivas e de empresas de comunicação com grandes nomes do tênis norte-americano e gente da Wall Street. A porção majoritária está com as empresas Apollo Partners DND Capital Partners (uma das patrocinadoras da Copa Davis), que se agruparam a outras sete empresas, entre elas o banco de investimento JP Morgan e da agência de marketing IMG. Desde 91, Sampras e Agassi tornaram-se investidores do negócio.

Os sistemas a cabo da Time Warner, Cox Communications e da NCTC são a base de sustentação do Tennis Channel no seu primeiro momento. Isso representa 47% dos usuários de TV a cabo nos Estados Unidos. A expectativa é se alcançar rapidamente 3 milhões de assinantes ainda em 2003 e atingir até 12 milhões no final de 2004. Os usuários de todos os sistemas brasileiros estão na casa dos 2 milhões.

O canal colocou imediatamente duas séries originais de programa no ar, cada uma com 30 minutos: "No Strings", com notícias de bastidores dos torneios e das estrelas, e o "Center Court with Chris Myers", com entrevistas. A intenção é incluir todos os esportes de raquete. No tênis, a cobertura irá abranger principalmente torneios ATP e WTA, incluindo os Masters Series de Madri e Paris; rodadas da Copa Davis e Fed Cup; eventos do circuito de veteranos; campeonatos juvenis e colegiais.

A área de instrução terá nomes como Brad Gilbert (ex-técnico de Agassi), Nick Bollettieri, Vic Braden e Dennis Van Der Meer. A seção de jogos clássicos promete mostrar Borg, McEnroe, Connors, Evert, Navratilova. Haverá ainda perfis dos grandes nomes atuais e do passado, análises, notícias, dicas de lançamentos no mercado e turismo. Até o final do ano, a promessa é de colocar 1.000 horas no ar de coberturas locais e internacionais.

"A combinação de um esporte muito competitivo com a forma graciosa e carismática das maiores estrelas fazem do tênis um assunto ideal para a televisão", garante Bruce Rider, vice-presidente executivo do grupo.

A luta corpo-a-corpo pela audiência e pela assinatura de cada fã inclui uma sugestiva forma de pressão. O slogan do Tennis Channel – que pode servir como uma luva para o desencantado telespectador brasileiro – tem sido: "Exija de sua operadora o Tennis Channel. Ou troque de operadora".

E para isso disponibilizou na Internet um formulário para você pedir a inclusão do canal na rede de sua operadora. Quem sabe um movimento organizado por aqui não poderia até trazer este sonho para cá? Se tiver esperança, o endereço para fazer o pedido é http://www.tennischannelpetition.com/index.php.

 

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José Nilton Dalcim, paulista de 45 anos, é jornalista especializado em esporte há 24 anos. Acompanha o circuito do tênis desde 1980. É diretor editorial de tenisbr@sil.


Fale com José Nilton: joni1@uol.com.br