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| Às favas com instituições que não trabalham |
| Por Fernando Fontoura |
15/10/2007 |
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Sempre fui a favor das instituições, no sentido da validade de sua existência baseada no que podem realizar a favor do setor em que se encontram. Quando ouvia alguém falando mal de alguma, já perguntava: “O que tem feito para ajudá-la”? É fácil criticar quando se está de fora e só quem está dentro delas é que pode saber exatamente o que se passa. Até porque quase nunca bate ninguém à porta delas para dizer que quer ajudar.
Pois neste momento, publicamente, ante você, declaro que mudei radicalmente de opinião e revejo meu conceito. Qualquer instituição que não trabalhe para o fomento e desenvolvimento do mercado onde atua ou que trabalhe contra ele, que se dane. Às favas com essa instituição.
Instituições como a CBT, que não fomentam nada de dentro para fora e que, quando vem algo de fora de bom, acabam por enterrar em sua lama de falta de dinheiro, politicagem, favores e artimanhas para eleição ou reeleição, que fiquem como devem ficar: sozinhas e adernando. Convido os leitores a não mandarem mais bóias salva-vidas nem sinais de fumaça para alguma ajuda. Que se danem.
Quando a própria instituição está legalmente falida, mas há pessoas que lá dentro tentam reorganizar de forma decente e moral suas bases, mesmo que não apareça nada de momento, é uma coisa. Mas quando um grupo de pessoas acaba de derrubar o que legalmente ainda seria recuperável, não há desculpas, pois qualquer instituição em si não pensa, não escolhe, não age. Apenas as pessoas que a fazem no momento. Chega! Tudo tem um limite e a desconstrução do tênis brasileiro pelas instituições legais que a regem, salvo raríssimas exceções, já ultrapassou todos.
Você que tem qualquer idéia, qualquer projeto, qualquer ação inteligente, real, prática e voltada ao bem do esporte como um todo, por favor, não entregue nada à essas instituições. Elas carecem de inteligência conceitual, aquela que consegue definir um rumo certo para cada pensamento e ação humana. A única inteligência que conhecem é aquela que favorece seu próprio umbigo, dentro do jogo de poder. Já não sei se o poder público reflete no poder privado ou se é o contrário.
Vocês que têm boas idéias, bons projetos e real interesse no esporte brasileiro, seja ele qual for, juntem-se e façam vocês mesmos. Vocês não precisam de instituições legais fadadas ao fracasso para serem bem sucedidos em suas metas. Vamos dar fim àquele ditado, que antes era dos comunistas, e que foi muito bem definido pela filósofa Ayn Rand: "Cada um de acordo com sua capacidade para cada um de acordo com sua necessidade". Que os capazes se unam ao redor de sua inteligência conceitual e façam o que precisa ser feito e deixem a necessidade de poder, barganha e favores para aqueles que não têm capacidade de viverem sem vocês.
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Fernando Fontoura, ex-professor de tênis por dez anos
e filho
da tenista Henny Fontoura, já publicou dois livros
técnicos
- "Configure seu Jogo", em 1998, e "Tênis Para Todos",
em 2003. Atualmente escreve "Filosofia das Quadras", uma reunião
de suas principais crônicas.
Fale com o Fernando: fcdafontoura@hotmail.com |
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