Os brasileiros no US Open
Por Luiz Fernando Carvalho
Um total de oito brasileiros estão em Nova York para a disputa do último Grand Slam da temporada, o US Open. Apenas dois deles, Ricardo Mello e Gustavo Kuerten, estão na chave principal. Flávio Saretta, Marcos Daniel, André Sá, Thiago Alves, Júlio Silva e Franco Ferreiro começaram na terca-feira a luta por uma das 16 vagas na chave principal.
Na coluna desta semana, preparei as estatísticas de performance dos nossos jogadores brasileiros em Grand Slams, especialmente no US Open. Guga é disparado o jogador mais experiente do grupo. O “manezinho da ilha” já ganhou três vezes em Roland Garros e alcançou as quartas-de-final no US Open e em Wimbledon. Sua melhor performance no Grand Slam nova-iorquino aconteceu em 2001, quando ele perdeu para o russo Yevgeny Kafelnikov, 6/4, 6/0 e 6/3. Em 1999, Guga também foi às quartas e parou diante do francês Cédric Pioline em sensacionais 4/6, 7/6 (8/6), 7/6 (16/14) e 7/6 (10/8). Apesar da má fase, Guga tem um bom retrospecto em Grand Slams com 64 vitórias e apenas 28 derrotas.
O número 1 do Brasil, Ricardo Mello, vem atravessando uma fase difícil, sem resultados muito expressivos, porém foi no US Open do ano passado que o campineiro deu uma incrível arrancada para chegar aos top 50. Em 2004, Mello passou pelo qualifying e derrotou Juan Ignacio Chela e David Sanchez antes de sucumbir diante do experiente Tommy Haas, 6/2, 6/3 e 7/5. Na atual temporada. Mello tem um recorde de 14-18 em torneios da ATP.
Saretta, Sá, Daniel e Alves vêm atravessando uma boa fase. Saretta tem bons resultados em quadras duras e em 2003 avancou à terceira rodada do US Open, perdendo somente para o campeão Andy Roddick. Sá tem um recorde de 9-16 em Grand Slam. O mineiro já esteve duas vezes na segunda rodada do US Open, sendo que em 2001 perdeu para o supercampeão Pete Sampras por apertados 7/6 (7/4), 6/4 e 6/3.
Daniel furou o qualifying de Roland Garros este ano e, apesar de ter melhores resultados no piso lento, pode surpreender com a sua experiência. O gaúcho de 27 anos está atravessando a melhor fase de sua carreira e se encontra no 151º posto no ranking da ATP.
Alves é o menos experiente do grupo, porém demonstrou que tem potencial para figurar em pouco tempo entre os top 100. O rio-pretense teve bons resultados em challengers nos últimos meses e seu jogo agressivo se encaixa bem às quadras duras.
Veja a tabela com as estatísticas em Grand Slams dos brasileiros que se encontram em Nova York:
|
V-D 2005 * em 2005 |
V-D Grand Slams 2005 |
V-D Grand Slams Carreira |
V-D no US Open |
V-D em Quadras Duras Carreira |
Melhor Resultado no US Open |
Ranking
22-Agosto |
Mello |
14-18 |
1-3 |
3-6 |
2-1 |
22-20 |
3a. Rd 04 |
56 |
Saretta |
4-5 |
1-2 |
11-14 |
2-3 |
18-23 |
3a. Rd 03 |
106 |
Kuerten |
4-8 |
0-1 |
64-28 |
14-8 |
145-83 |
QF 99, 01 |
352 |
Daniel |
0-1 |
0-1 |
0-2 |
- |
0-1 |
- |
151 |
Sa |
1-1 |
- |
9-16 |
2-3 |
26-36 |
2a. Rd 00, 01 |
152 |
Alves |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
170 |
Silva |
0-1 |
- |
- |
- |
0-1 |
- |
173 |
Ferreiro |
- |
- |
- |
- |
0-1 |
- |
201 |
Recorde contando apenas torneios da ATP e Grand Slams.
Partidas de qualifying nao contam como vitorias nas estatisticas da ATP.
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Luiz Fernando Procópio
de Carvalho, paulista de 23 anos,
foi um dos melhores juvenis do Brasil. Recém-formado
pela Mississippi State University em Jornalismo e Relações
Públicas, jogou tênis universitário
por quatro anos e agora estagia na ATP no departamento
de Advanced Media, na Flórida.
Fale com o Lui: lcarvalho@atptennis.com |
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