Tênis feminino: vamos continuar dependendo
das exceções
Por Marcelo Meyer
O
tênis feminino foi quem mais trouxe títulos importantes
para o tênis brasileiro até o momento. Estou
falando lógico de Maria Esther Bueno.
Mesmo com este retrospecto, nada de importante aconteceu
com o nosso tênis no setor feminino. Apenas algumas
raras exceções nos últimos 30 anos colocaram
o Brasil entre as 80 melhores do mundo no ranking mundial.
Uma delas foi Andrea "Dadá" Vieira, a quem
tive oportunidade de treinar dos 10 aos 14 anos e mais tarde
quando já estava no circuito profissional.
É difícil encontrar uma fórmula perfeita
para melhorarmos essa situação. Percebo que
a maioria das meninas que jogam tênis em nosso país
é de classe média, portanto freqüentam
e jogam em clubes, condomínios e academias.
As meninas com esse perfil em nosso país, já
numa idade muito precoce, vão a festas, bares, danceterias,
praias, shoppings, o que obviamente não combina com
a rotina e disciplina necessária para uma atleta de
competição. Essa é a cultura dos nossos
jovens no Brasil. Portanto, vamos continuar dependendo das
exceções, que terão de suplantar as dificuldades
existentes com muita garra vontade e determinação,
para alcançar sucesso no dificílimo cenário
internacional.
As dificuldades para desenvolver uma jogadora para o circuito
profissional são exatamente as mesmas do passado. Assim,
se algumas tenistas brasileiras conseguiram, isto prova que
não é impossível alcançar o objetivo.
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Marcelo Meyer é
um dos mais importantes técnicos do país,
tanto na formação de jogadores como no
plano profissional. Treinou, entre outros, Marcelo Saliola,
Fernando Meligeni, Andrea Vieira. Sua academia, na região
de Cotia, é uma das mais completas do país.
Email: meyer@meyertennis.com.br
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