Circuito Cosat: chance de crescer como jogador e pessoa
Por Sabrina Giusto
Olá querido leitores, tenistas, amigos
em geral. Aqui estou eu, depois de 12 semanas
fora, acompanhando o grupo de jogadores brasileiros
da categoria 18 anos no Circuito Cosat (Confederação
Sul-americana de Tênis).
Este é um
dos circuitos mais importantes do tênis
juvenil que existe no mundo, tanto que este ano
o número de participantes europeus e de
outros continentes foi surpreendente. Inicia-se
na segunda semana de janeiro, na Venezuela, e
vem descendo por todas as capitais sul-americanas
até encerrar, na penúltima semana
de março, aqui em Porto Alegre, na já
famosa Copa Gerdau.
Para
os nosso juvenis, é a chance de jogar "perto"
de casa, falando uma língua literalmente
acessível para nós brasileiros e
gastando menos do que ir jogar o mesmo nível
de torneio na Europa ou qualquer outro lugar.
Se aprende que jogar tênis não é
simplesmente entrar na quadra na hora da partida,
envolve muito mais ítens, que vão
desde a correta preparação meses
antes da primeira etapa, como descanso, rotinas
positivas, companhias, comprometimento, responsabilidade,
etc.
São tantas
as situações com que um jogador
juvenil se depara em um circuito destes que o
saldo final é sempre positivo. Mesmo que
ele não tenha tido bons resultados, com
certeza a sua mentalidade como jogador mudará
diante dos problemas que passou, pois em muitos
torneios não se dorme bem, se come mal,
as quadras não são as melhores,
arbitragens fracas, falta de quadra para treinos
(apesar de comprovar com os meus próprios
olhos que quem quer treinar, consegue sempre).
Enfim, as dificuldades não são poucas.
Se com tudo isto ele não crescer como jogador,
o que acho improvável, pelo menos como
pessoa terá tido uma bela lição.
O
Brasil foi muito bem representado. Sempre tivemos
algum jogador em finais ou semifinais. Também
acho que nem tudo foi bem, nossos infanto-juvenis
ainda deixam muito a desejar nos quesitos treinos,
comprometimentos e rotinas, mas mesmo assim gostaria
de citar alguns nomes que poderão nos trazer
muitas alegrias no futuro que são: Thomaz
Belluci, Raony Carvalho, Thiago Lopes, Renan Delsin.
Entre as meninas: Jeniffer Widjaja, Teliana Pereira
e uma "safra" de jogadoras de 15 anos
que estão trabalhando duro.
Claro que muita gente fez bonito lá fora,
mas como eram mais de 50 por etapa, tenho medo
de esquecer alguém, então, prefiro
ficar somente com estes que mencionei acima.
Mais
do que nunca, depois de ter acompanhado todas
as etapas, considero imprescindível para
um jogador juvenil o Circuito Cosat, é
nele que se dará o primeiro passo para
uma futura carreira no esporte e onde se tem um
pouco de noção do que é a
vida de tenista, uma vida dura e cheias de responsabilidade
que começa muito cedo, apesar de muito
jogador se dar conta disto quando termina a categoria
de 18 anos, percebendo que poderia ter rendido
muito mais se tivesse encarado a época
de infanto-juvenil mais seriamente.
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Sabrina Giusto, ex-jogadora profissional
e uma das coordenadoras da equipe SMS/Sogipa, colabora
com a Cosat e CBT em viagens com equipes infanto-juvenis
e profissionais
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