Você
tenista infanto-juvenil, responda a estas perguntas!
Por Sabrina Giusto
- Agüenta
ficar 3 meses fora de casa jogando torneios sem um técnico
ou familiar o acompanhando?
- Quando está em torneio sem o seu técnico,
você mantém as mesmas rotinas de quando está
como ele, tipo: Faz um bom aquecimento? Treina bem? Faz preparação
física?
- Consegue ficar um dia ou mais sem ligar para casa ou seus
pais conseguem ficar um dia ou mais sem ligar para você
quando está viajando em torneio?
- Se a rodada começa às 8 horas e naquele dia
não tem jogo, tampouco existem quadras de treino no
clube, acorda às 5h, 5h30 para treinar antes dos jogos
pois esta é a única chance de você treinar?
- Sabe lavar roupa suja de saibro na pia do banheiro?
- Consegue manter a motivação em viagens longas,
com vários torneios seguidos, para: jogar, ganhar ou
perder-voltar, a treinar, jogar novamente, ganhar ou perder
e novamente recomeçar a treinar?
- Sabe economizar?
- Sabe se alimentar corretamente e se adaptar a comida do
local?
Estas são apenas algumas perguntas que o menino ou
menina que joga tênis e almeja seguir carreira deverá
fazer a si mesmo. Se por acaso alguém respondeu "não"
a algumas destas perguntas, por favor não vá
pensar que não conseguirá ser um jogador de
destaque.
Poderá, sim, rever um pouco seus objetivos dentro do
tênis, pois este esporte oferece uma gama de opções
para quem não se encaixa muito bem com o perfil de
atleta que o tênis profissional exige. Entre elas, está
a ótima carreira universitária que todo tenista
poderá seguir nos EUA. Claro que existem alguns quesitos,
mas todos de fácil acesso. Outra opção
é manter sempre o contato com outros tenistas e técnicos
para formarem um grupo e viajarem juntos, isto facilitará
a viagem para todos em muitos sentidos.
Não é nada fácil dormir em lugares humildes,
comer o que vier, lavar sua própria roupa, ficar longe
da família e manter o astral sempre positivo. Claro
que isso tudo se você for igual a 90% dos tenistas sul-americanos
que não nasceram em berço de ouro e que não
tem um patrocinador que possibilite um conforto maior.
Realmente não é nada simples, mas por outro
lado, quando se consegue uma vitória importante, aquela,
onde match points foram salvos e o êxito só veio
no final do tie-break do 3º set, a alegria e a satisfação
são sempre em dobro.
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Sabrina Giusto, ex-jogadora profissional
e uma das coordenadoras da equipe SMS/Sogipa, colabora
com a Cosat e CBT em viagens com equipes infanto-juvenis
e profissionais
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