"Novo Roddick" desafia o terrível tabu contra Federer
09/09/2006 - 19h20

Fernando Franco

O novo Andy Roddick recuperou seu estigma vencedor e já mostrou progressos no seu tênis. Mas para provar que tudo realmente mudou na sua vida depois da chegada do técnico Jimmy Connors, resta um superdesafio: enfrentar o melhor tenista do mundo, para quem já perdeu nada menos do que 10 vezes em 11 confrontos, os últimos seis consecutivos.

Por enquanto, Roddick cumpriu a principal meta, que era voltar a disputar um título de Grand Slam. Campeão do US Open de 2003, quando despontou como a sensação entre a nova geração, ele só teve duas outras oportunidades, mas esbarrou justamente em Federer nas finais de Wimbledon de 2004 e 2005. No ano passado, sequer passou da primeira rodada em Flushing Meadows, o que seria o início de uma decadência que acabou por levá-lo para o 12º lugar do ranking há um mês.

Desde que acertou a parceria com o multicampeão Connors, em julho, Roddick experimenta uma evidente evolução. Foi à final de Indianápolis e às quartas de Los Angeles, onde contundiu as costas. Ficou de fora de Washington e de Toronto, mas fez uma volta triunfal no Masters Series de Cincinnati, conquistando seu primeiro título depois de 11 meses e o primeiro grande troféu em quase dois anos.

Roddick é 11º tenista norte-americano a chegar à final do US Open. Os jogadores da casa estiveram 29 vezes na luta pelo título nos últimos 39 anos. Curiosamente, Federer tem um notável restrospecto contra os americanos, somando 27 vitórias seguidas. O último a derrotá-lo foi justamente Roddick, em Montreal de 2003. Em eventos de Grand Slam, o suiço ganhou 18 de 19 confrontos, sendo a única derrota para Andre Agassi no US Open de 2001.

Dos 21 títulos que soma na carreira, 12 aconteceram no piso sintético. Mas isso é pouco para Roddick diante das frequentes derrotas para Federer. Perdeu quatro jogos entre 2001 e 2003 e ganhou aquele duelo de Montreal, tudo antes do amplo domínio do suíço no circuito. Desde então, caiu em novos seis confrontos, ganhando tão-somente um set, em Wimbledon de 2004. Na quadra sintética como a do Arthur Ashe Stadium, Federer tem vantagem de 5 a 1.