O
torneio tem sido transmitido para 180
países,
num total de 6 mil horas de jogos e entrevistas
geradas. Estima-se o alcance de 800 milhões
de residências
e 3 bilhões de telespectadores no mundo
todo.
O dia
30 de maio de 2000, uma terça-feira da segunda
semana de jogos, foi a única ocasião em
que a chuva não permitiu a disputa de qualquer
partida no complexo.
Depois
das últimas reformas, a capacidade da quadra central
caiu para 14.845 pessoas, enquanto a Suzanne Lenglen
tem espaço para 10 mil e a quadra 1 pode acomodar
3.700 espectadores.
O voraz
público consome cerca de 100 mil sanduíches por
ano, nos 14 dias de jogos. Já os tenistas bebem até 48
mil litros de água e comem duas toneladas de massas durante
o torneio.
No torneio
de 1990, o sueco Stefan Edberg e o alemão Boris
Becker perderam no mesmo dia, ambos na primeira rodada.
Foi a única vez na história que os dois
principais favoritos não passaram da estréia.
A queda de Edberg marcou também a única
eliminação do cabeça 1 numa primeira
rodada.
Jamais
o campeão perdeu logo na primeira rodada do evento
seguinte, embora Gustavo Kuerten (1998) e Andre Agassi
(2000) terem parado logo na segunda rodada.

Nenhum tenista alcançou a "tríplice
coroa", em Roland Garros, o que significa ganhar
simples, duplas e duplas mistas no mesmo ano. Entre as
mulheres, houve cinco multicampeãs. A última
foi a australiana Margaret Court, em 1964.
Roland
Garros foi o primeiro Grand Slam a admitir
a entrada de amadores e profissionais para atuarem
juntos, inaugurando a Era Aberta. Isso aconteceu na
edição
de 1968. Até então os Grand Slam só podiam
ser disputados por tenistas amadores.
O tenista
vindo do quali que chegou mais longe em todos os tempos
foi o belga Filip Dewulf, eliminado nas semifinais de
97 por Gustavo Kuerten.
A grife
Roland-Garros foi lançada em 1987 e hoje é
um sucesso internacional. Objetos são vendidos
em 40 países e em 10 mil outlets.
Os 250
pegadores de bola, utilizados anualmente no torneio, têm
sempre entre 12 e 16 anos.
Rumo
ao seu primeiro título, que o consagraria como
o mais jovem campeão até então, o
sueco Mats Wilander, com 17 anos e nove meses, solicitou
ao árbitro de cadeira para jogar novamente o match-point na semifinal contra o argentino Jose-Luis Clerc,
mas o oficial negou, porque já havia dado a vitória
ao sueco.
Os franceses,
fanáticos por tênis e muitas vezes mal-comportados nas
arquibancadas, não vêm um campeão nacional desde o notável
Yannick Noah, em 83. Henri Leconte chegou à final de 88,
mas perdeu para o sueco Mats Wilander.

Em 1956, a norte-americana Althea Gibson ganhou Roland
Garros e se tornou a primeira tenista negra a vencer um
Grand Slam em toda a história. No masculino, sua
façanha foi repetida por Arthur Ashe, em Wimbledon
de 75, e no feminino, por Serena Williams, em 99.
Assim
como Pete Sampras, o norte-americano John McEnroe jamais
conquistou o Aberto da França em sua carreira. Mas esteve
bem perto em 84, quando permitiu uma das mais incríveis
viradas da história dos Grand Slam: vencia por 2 sets
a 0 e perdeu para o então tcheco Ivan Lendl, por 3 a 2.
Além
de Guga, o Brasil tem um histórico respeitável no saibro
francês. Maria Esther Bueno foi vice em 64; Fernando Meligeni
chegou à semi em 99; Flávio Saretta, Jaime Oncins
e Carlos Kirmayr atingiram as oitavas. Estherzinha ganhou
duplas e duplas mistas em 60, Thomaz Koch foi campeão
de duplas mistas, em 75; Cássio Motta/Cláudia Monteiro,
vices de mistas em 82, feito repetido por Oncins em 2001.
No juvenil, já disputamos quatro vezes a final
(Edison Mandarino em 59, Koch em 62 e 63 e Luis Felipe
Tavares em 66) e ganhamos a dupla juvenil com Guga, ao
lado do equatoriano Nicolas Lapentti, em 94.
Bjorn
Borg foi o maior fenômeno sobre a quadra lenta
de Paris. Ganhou seis vezes, quatro delas consecutivas,
duas delas sem perder sets (78 e 80). O sueco, que
entregou o troféu a Gustavo Kuerten em 97 e
recebeu uma reverência do catarinense, perdeu
um
único jogo no torneio, entre 74 e 81, para o
italiano Adriano Panatta, já que
não
atuou na edição de
76.