Schwank vê dinheiro de prêmio ser queimado no incêndio
15/05/2008 às 20h49

Schawank foi bronze no Pan do Rio
Bordeaux (França) - O incêndio que atingiu o hotel Quality Suites, que hospedava os tenistas participantes do challenger de Bordeaux, na manhã desta segunda-feira, não fez vítimas fatais, mas causou prejuízos a alguns jogadores, entre eles o argentino Eduardo Schwank, que teve seu quarto destruído pelas chamas e perdeu o dinheiro que ganhou pelo título no challenger de Roma.

Os gêmeos tailandeses Sonchat e Sanchai Ratiwatana agiram de forma heróica ao ajudar a esposa e o filho de cinco anos do argentino Lucas Arnold a escaparem do incêndio. O site da ATP fornece mais detalhes. "Disse ao meu irmão para pegar o passaporte, o computador e cair fora de lá", contou Sanchai. Os duplistas tailandeses recusaram o rótulo de heróis e afirmaram que Yannina, mulher de Arnold, também os ajudou bastante. "Estávamos começando a engasgar com a fumaça quando ela abriu a porta, o que nos permitiu respirar ar fresco. Não sei quanto mais poderíamos ter andado. Foi apavorante. Não havia rotas de fuga assinaladas nas portas, fios elétricos pendiam do teto, não havia luz de emergência e mal podíamos enxergar por causa da fumaça."

Os bombeiros afirmaram que o fogo começou por causa de um forno ligado no quarto de Schwank, mas o argentino disse que não usou o aparelho. Felizmente, mais cedo ele tinha deixado duas raquetes para encordoar e tinha algumas roupas para jogar sendo lavadas.

Não sobrou nada do notebook do argentino"Estava tomando café, no térreo, quando soube do incêndio. Na maior parte do dia, fiquei preocupado com meu passaporte, documentos e notebook. Também perdi o dinheiro do prêmio em Roma (4.300 euros). Os organizadores adiaram minha estréia para terça, mas mesmo assim tive dificuldade para me concentrar. Era feriado na França, então, não pude comprar nenhuma roupa. Tudo que tinha eram duas raquetes, um par de tênis e duas camisetas. Recebi um par de camisas pólo para minha estréia e na tarde de terça, novas roupas chegaram da Argentina, através de dois amigos. Graças a Deus, os organizadores ajudaram e estão em contato com a polícia para me arranjar uma declaração, explicando o que aconteceu com o passaporte e os outros documentos. A embaixada mais próxima é em Paris, então, parte da minha preparação para Roland Garros será arranjar a nova documentação."

O sul-africano Rik De Voest, cujo quarto ficava a menos de dois metros do quarto em chamas de Schwank, disse que os 30 segundos que teve para escapar foram os mais longos de sua vida. Ele foi alertado por uma ligação da recepção, que avisou que o alarme de incêndio estava pifando. "Peguei minha sacola com o passaporte. Senti o cheiro de fumaça e me apressei. Ao abrir a porta do quarto, fui envolvido pela fumaça. Não conseguia ver minha mão na frente do rosto. Então, fiz o que vi pessoas fazendo em filmes, me abaixei no chão e engatinhei. Fiquei surpreso de não ter sprinklers no quarto. Só vi outra pessoa quando escapava, um sujeito francês. Perguntei onde era a escada, mas ele não falava inglês."


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