Cara Black evita comentar situação política no Zimbábue
08/07/2008 às 13h17

Londres (Inglaterra) - Semifinalista na dupla feminina em Wimbledon, Cara Black disputou a competição preocupada com a situação de seu país, o Zimbábue, dominado pelo ditador Robert Mugabe há quase 30 anos. "Está tudo nos noticiários, então, acho que todo mundo esta a par do que esta acontecendo e os jogadores me fazem perguntas. Mas todos nós do Zimbábue estamos na mesma situação. É frustrante, mas temos de continuar e esperar que as coisas fiquem bem."

Cara Black, de 29 anos, tem seis títulos de dupla em Grand Slam no currículo. Quatro deles foram conquistados em Wimbledon, três na dupla e um na dupla mista. A veterana jogadora evitou fazer comentários sobre a política de seu país e a eleição presidencial que apontou a reeleição de Mugabe, depois que seu único adversário abandonou a disputa acusando o processo eleitoral de fraudulento e de sofrer ameaças físicas. "Não é seguro para mim", explicou a duplista.

Black comentou, porém, que está aliviada com a pressão internacional sobre o ditador. "É perturbador para todos nós, mas torço para que não demore muito e as coisas fiquem bem. Precisamos esperar, está ficando melhor. O mundo parece estar se importando mais." A duplista mora em Londres e só volta para seu país duas vezes por ano. Na última visita a Harare, capital do país, em abril, ele testemunhou como as coisas estão. "A gente percebe a falta de alimentos, tem de procurar para comprar suas coisas. Todos estão tendo dificuldades e estão sendo afetados."


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