Torcida por Murray toma conta dos britânicos e une a nação
02/07/2009 às 20h26

Fãs declaram seu amor e torcida por Murray
Londres (Inglaterra) - A "Murray-mania" toma conta ddos britânicos e faz a procura por ingressos para a final elevar o preço dos ingressos às alturas. Ninguém quer perder a chance de, talvez, presenciar uma histórica vitória do país em Wimbledon, colocando fim ao jejum de 73 anos.

O número 3 do mundo, repete até aqui o seu melhor resultado no Grand Slam inglês. No ano passado, ele caiu nas quartas-de-final diante de Rafael Nadal, mas neste ano, sem a presença do espanhol, todos sentem que o número 1 do país pode alcançar a final.

A torcida é geral. Até o clima, normalmente chuvoso, resolveu colaborar e as temperaturas têm sido elevadas neste verão londrino. Quem não tem ingresso para a quadra central, fica de fora vendo os jogos pelo telão na famosa "Henman-hill", aproveitando para pegar um bronzeado.

Clare Bowerman guiou por duas horas de Oxford e acampou do lado de fora do complexo, na terça-feira, para conseguir comprar seu ingresso de 115 libras, um das poucas centenas que são vendidas por dia para a quadra central. Cerca de 100 pessoas já estava na fila desde a segunda-feira. A fila naquele dia provavelmente passou de mil pessoas. "Esperamos tanto por alguém", disse a senhora de 36 anos. "O povo tem uma grande esperança de que um britânico possa vencer."

Fãs acampam na fila de ingressosAté as históricas diferenças entre ingleses e escoceses estão sendo esquecidas, mas nem tanto. Depende do resultado. "Ele é escocês se perder e britânico se ganhar", lembra Adam Gristwood, um inglês de 26 anos, da cidade de Manchester.

Até os treinos de Murray têm sido concorridos e fãs gritam frases como "Nós te amamos, Andy". Murray até recebeu carta da rainha Elizabeth e do conterrâneo Sean Connery, mas tenta se manter longe do rebuliço. "Se você trabalha na mídia e passa muito tempo lendo jornais, vendo tudo na TV, então TV, então, é apanhado. Se ignorar isso, não perceberá o que está acontecendo. Eu procuro ficar longe."

Nesta quarta-feira, quem chegou atrasado na agora "Murray-hill" teve de sofrer para achar um pedaçinho de grama livre para ver o jogo contra o suíço Stanilas Wawrinka. Garotas com a frase "Eu amo Murray" escrita no rosto, se abanavam sob guarda-sóis com o programa do torneios. Chapéus com a bandeira britânica desenhada e bandeiras eram vistos por todos os cantos. "Estamos (vendo) na ponta dos pés", dizia Natasha Birnie, uma professora de 26 anos, que se esticava para ver o telão. "É uma atmosfera fantástica, muito emocionante."
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