Zvonareva fala de Kafelnikov e do curso que fez de diplomacia
02/11/2009 às 12h47

Zvonareva em ação no Masters de Doha
Medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim em 2008, a russa Vera Zvonareva declarou-se recentemente uma grande admiradora do compatriota Yevgeny Kafelnikov. A número 5 do mundo encerrou a temporada nesta quinta-feira ao ser derrotada pela dinamarquesa Caroline Wozniacki na fase de classificação do Masters de Doha, em que jogou como substituta de Dinara Safina, lesionada.

Em entrevista à revista Sports Illustrated, Zvonareva falou do poneirismo de Anna Kournikova e Kafelnikov. "Eles realmente foram os primeiros a ganhar grandes torneios e a viajar internacionalmente. Vê-los deu inspiração aos jovens tenistas", comentou a moscovita.

"Kafelnikov era meu ídolo. Ele treinava perto de nós e eu o encontrei. Quando se vê todas aqueles astros na TV, parecem inatingíveis. Ele era bem grande e um jogador inacreditável. Quando o encontrei pela primeira vez, pedi seu autógrafo. Na verdade, eu era uma pegadora de bola em um torneio em Moscou. Ficava de pé em frente de sua cadeira, ele sempre pedia uma Coca com gelo. Ele era muito educado, sempre pedia Coca e gelo."

Zvonareva contou que foi pegadora de bola durante três anos. "Chegava antes das 9 horas da manhã e ficava até meia-noite. Tempos difíceis, mas eu estava lutando por minha posição. Comecei (trabalhando junto) na parede e terminei na quadra central, numa rodada noturna, na rede. Abri meu caminho no meio de garotos grandes. Depois, quis realizar meu sonho de ser tenista."

Outra revelação da entrevista é que a tenista de 24 anos fez pós-graduação na academia de diplomacia do Ministério Russo de Relações Exteriores, incentivada por um ex-agente seu, que a conhecia desde pequena. "Quando machuquei o punho em 2006 e tive de ficar um tempo parada, ele me perguntou por que não tentar a escola. Ele sabia que eu gostava da escola, não era uma tortura como para outras crianças. Eu era muito boa estudante.
Então, por que não tentar a academia diplomática? Ele disse: 'Você viaja o mundo, conhece muitas pessoas, faça algo como comércio exterior ou assuntos internacionais. Eu realmente adorei. Estava fazendo um monte de tratamentos para o punho, minha cabeça estava voltada para isso, a escola me trouxe algo para me distrair. A escola me ajudou a recuperar e quando chegou a hora, pude colocar a cabeça no jogo, novamente. Os estudantes e os professores têm vidas diferentes do que estava acostumada e foi ótimo conhecer pessoas fora do tênis."
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