Murray próximo de se tornar o maior britânico da Era Profissional
02/07/2009 às 15h38
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| Andy Murray carrega a Grã-Bretanha nas costas |
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Londres (Inglaterra) - O duelo desta sexta-feira pelas semifinais de Wimbledon entre Andy Murray e Andy Roddick marca um embate entre tenistas de diferentes gerações e com propósitos diferentes em suas carreiras neste momento. Enquanto o britânico Murray tenta pôr fim a um hiato de 76 anos sem um tenista local ganhar o troféu no All England Club, o norte-americano tenta recuperar o prestígio perdido com o aparecimentos de novos talentos. Siga o embate pelo
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Tenisbrasil/UOL Esportes por volta de 11h, logo após Roger Federer contra Tommy Haas, que jogam às 9h.
Murray atravessa grande momento e somente nesta temporada ergueu os troféus em Doha (bateu Roddick na decisão), Roterdã, Miami e em Queen's, competição que marcou seu resultado mais expressivo na grama até então. Ele ainda batalha pelo seu primeiro Grand Slam e obteve como melhor resultado em um evento deste porte o vice do US Open do ano passado, quando sentiu a pressão e perdeu para o suíço Roger Federer.
A tarefa do britânico em Wimbledon é bastante dura. Ele pode se tornar herói, ao mesmo tempo em que a sombra do tabu que perdura desde 1936 aumenta ainda mais sua responsabilidade. Há longínquos 76 anos, Fred Perry ganhou o torneio, seu terceiro em Londres. Já o último finalista defendendo as cores da Grã-Bretanha foi Henry "Bunny" Austin, que acabou derrotado pelo norte-americano Don Budge em 1938.
Mais recentemente, Tim Henman ficou próximo de acabar com o jejum masculino ao alcançar a penúltima rodada. Por quatro vezes, o talentoso tenista aposentado, adepto do saque e voleio, ficou entre os melhores, mas acabou perdendo todas as partidas para os eventuais campeões. Roger Taylor, em 1967 (fora da Era Aberta), em 1970 e 73 foi outro britânico aà chegar à penúltima fase. Desta maneira, Murray pode se tornar o maior britânico da Era Profissional, caso passe por Roddick.

Roddick, por sua vez, foi vice-campeão do All England Club por duas vezes, em 2004 e 2005, e em ambas as oportunidades ele acabou derrotado por Federer. Cabeça-de-chave 6, o norte-americano batalha para jogar sua quinta final de Grand Slam e a primeira desde 2006. O ex-número 1 do mundo ainda tenta ganhar sua segunda taça em um evento deste porte - sua conquista solitária aconteceu há seis anos, diante de seu público, em Flushing Meadows. Para derrotar Murray, ele vai precisar de muita força, já que venceu apenas dois jogos contra top 5 nos últimos 13 confrontos.
O retrospecto entre o escocês de 22 anos e o tenista radicado no Texas, 26, aponta amplo favoritismo para o atual número 3 do ranking de entradas da ATP. Após oito duelos disputados, o atleta de Dunblane contabiliza seis vitórias, sendo que os dois reveses que sofreu foram na casa do inimigo. Roddick ganhou no Masters 1000 de Cincinnati, há três anos, e no torneio de Memphis, em 2007. Na grama, Murray levou a melhor na terceira rodada no Grand Slam disputado na capital inglesa por 7/6 (7/4), 6/4 e 6/4, em 2006.
Na edição deste ano em Wimbledon, Murray precisou até o momento de 18 sets e perdeu 80 games. Nesta trajetória, passou sufoco e fez história ao despachar o suíço Stanislas Warinka nas oitavas, em maratona de 4h e cinco sets, em partida encerrada quase às 23h na Inglaterra, com o teto retrátil fechado e sob luzes artificiais. Roddick, por sua vez, disputou 20 sets e cedeu 84 games, confirmando as campanhas bem semelhantes. Ou seja, promessa de grande clássico nesta sexta-feira. O outro finalista sai do encontro entre Roger Federer o alemão Tommy Haas, grande surpresa em Londres.