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Federer busca 7ª final seguida para se aproximar de recordes. Siga às 9h.
02/07/2009 às 19h19

Londres (Inglaterra) - A cada vitória Roger Federer vai escrevendo novas páginas da história do tênis. Nesta sexta-feira, ele tem a oportunidade de voltar a atingir feitos incríveis e também de preparar outros ainda maiores ao enfrentar o alemão Tommy Haas na primeira semifinal do dia. O jogo acontece às 9h (de Brasília) e terá transmissão do Placar Ao Vivo de Tenisbrasil.

Após chegar à sua 21ª semifinal consecutiva de Grand Slam - a última derrota foi em 2004, na terceira rodada de Roland Garros, para Gustavo Kuerten -, ele tenta agora se tornar o primeiro homem a alcançar sete finais seguidas em Wimbledon desde que o "Challenge Roubd" foi abolido, em 1922. Neste antigo sistema, o campeão do ano anterior entrava diretamente na decisão do seguinte.

Sem nunca ter perdido uma semi em Wimbledon, tenta ainda manter a escrita desta fases, já que apareceu em 15 das últimas 16 finais de Grand Slam. O único "lapso" desta incrível série aconteceu no Aberto da Austrália de 2008, quando perdeu uma sequência de 10 finais consecutivas. Se vencer, chegará a 50 vitórias em Wimbledon, ficando a uma do sueco Bjorn Borg e do quinto lugar histórico.

Ainda em relação à grama, Federer sustenta o maior número de títulos no piso na história, com 10, empatado com Pete Sampras. Vale lembrar que na curta temporada de grama, apenas seis torneios são realizados por ano. Ele tem cinco títulos em Wimbledon e outros cinco em Halle.

O suíço tenta ainda consolidar a virada de fase e seguir rumo ao terceiro título consecutivo, algo que não consegue desde 2006. Naquele ano, aliás, ele venceu sete seguidos. Se avançar, ficará a uma vitória de duas marcas extremamente importantes.

Federer luta para recuperar o número 1 perdido para Rafael Nadal em agosto do ano passado e precisa exatamente do título. A taça também seria a de número 15, que o colocaria no topo dos recordistas de forma isolada. Depois de vencer Roland Garros e se tornar o sexto homem a vencer todos os maiores torneios do circuito, ele igualou a marca de 14 taças de Sampras.

Contra Haas, sustenta frente de 9 a 2 no confronto direto e venceu os últimos oito, sendo um dramático e difícil em Roland Garros. No mês passado, ele saiu atrás em 2 a 0, salvou break-point com bola na linha no 3/4 do terceiro e virou para seguir na caminha do título.

Por esses números mesmo, o próprio alemão preferiu jogar o favoritismo para o lado do rival. Mais velho tenista nas semis, com 31 anos, Haas busca sua primeira final de Grand Slam da carreira. O ex-número 2 do ranking chegou a outras três, sempre no Aberto da Austrália, mas perdeu todas (em 1999, 2002 e 2007).

Se conseguir, estabelecerá uma nova marca de tentativas antes de enfim disputar um título. Wimbledon é seu 41º Grand Slam e ele superaria por muito Kim Warwick, que chegou à sua primeira final na 32ª tentativa. E se depender da força de seus compatriotas, pode ter um incentivo. A Alemanha conquistou o título do torneio com Boris Becker, Michael Stich e Steffi Graf.

Em termos de ranking, ele também já é um dos que mais devem subir, do 34º ao 19º, confirmando a virada por cima desde o início do ano. Após se recuperar novamente de lesões, ele começou na 80ª posição e foi subindo gradativamente. O último salto veio há duas semanas, quando faturou o título em Halle. Por isso, já acumula 10 vitórias seguidas na grama.
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