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Federer bate Haas, vai à 7ª final seguida e busca o 15º Grand Slam
03/07/2009 às 11h18

Londres (Inglaterra) - Roger Federer está na final de Wimbledon pelo sétimo ano consecutivo. O recorde no All England Club foi alcançado nesta sexta-feira, em bom jogo contra o alemão Tommy Haas, vencido por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/3), 7/5 e 6/3. O suíço vai agora atrás da 15ª taça de Grand Slam, para se isolar como maior vencedor da história do tênis.

Por enquanto, ele sustenta 14, igualado a Pete Sampras. A vitória na decisão ainda lhe dará outro prêmio importante: a volta ao topo do ranking mundial, posto perdido no dia 18 de agosto do ano passado para Rafael Nadal. Como o espanhol não pôde defender o título em Londres, ele tem a chance de voltar à posição que ocupou por mais de quatro anos e meio.

Com a missão cumprida do suíço, a torcida agora aguarda a ida de Andy Murray à final. O número 3 do mundo, joga em seguida contra o cabeça 6, Andy Roddick. O escocês de 22 anos é a maior esperança para o fim do jejum de 73 anos sem títulos de tenistas britânicos e ainda tem vantagem no confronto direto contra Federer em 6 a 2.

Ele também vai buscar no domingo o hexacampeonato em Wimbledon, para recuperar o título perdido no ano passado. O "rei da grama" havia triunfado entre 2003 e 2007, mas perdido a coroa em jogo épico contra Nadal no ano anterior. Se conseguir, ficará a uma atrás de Sampras, mas superará o norte-americano em taças na grama, com 11 contra 10.

Em grande fase, ele venceu nesta sexta a 18ª partida consecutiva, comprovando mais uma vez a mudança no astral a partir de Madri, quando conquistou o título contra o número 1 do mundo e em sua casa. Após fechar o Grand Slam ao brilhar em Paris, optou por não disputar torneio de preparação, confiando em sua rápida adaptação à grama.

E a aposta deu certo. Nas duas semanas, perdeu apenas um set, contra o alemão Philipp Kohlschreiber, e "passeou" contra os demais rivais. Contra Haas, venceu a décima em 12 partidas, a nona seguida. Ela também foi bem mais "fácil" que a anterior, nas oitavas de Roland Garros, quando o alemão teve 2 sets a 0, 4/3 e break-point de vantagem antes de levar dura virada.

Com a nova derrota, o tenista de 31 anos mantém o tabu das semifinais, tendo perdido agora as quatro que disputou (as outras foram no Aberto da Austrália). Ele também perde série de dez triunfos seguidos na grama, já que vinha do título em Halle, mas sai com a certeza de que ainda tem muito tênis a mostrar. Em termos de ranking, deixa o 34º posto e garante a volta ao top 20.

O jogo - Assim como era esperado, os dois tenistas mostraram nesta sexta a boa técnica que possuem na grama. Federer, como de hábito, começou devolvendo o saque e viu o alemão seguir sempre à frente. Com domínio dos serviços, não houve oportunidades de quebra de saque e a decisão foi para o tiebreak. Nele, Federer saiu em 4/2, perdeu ponto incrível em voleio fácil, mas se recuperou e seguida com devolução firme de backhand, um dos pontos que ele mesmo considera "frágil" em seu jogo.

Na segunda parcial, o equilíbrio persistiu. O número 2 do mundo conseguiu o primeiro break-point do jogo no 5/4, salvo pelo alemão com bom saque. Já melhor em quadra, ele voltou a ter chance de quebra no 6/5 e desta vez aproveitou em grande ponto e erro do rival em bola funda.

Com 2 a 0 a situação parecia cada vez mais sob controle e o jogo teve até momento de descontração. Em lance curioso, Federer aplicou boa deixada, rebatida por Haas no esforço. Com pouco a fazer, o alemão colou na rede e esperou o sacrifício abanando os braços e viu o suíço errar de forma estranha. Os dois sorriram e trocaram algumas palavras.

Federer então deu o bote decisivo no oitavo game. Com 4/3, ele ainda perdeu um 15/40, outros dois break-points e foi quebrar apenas na quinta oportunidade. Com o jogo nas mãos, bastou apenas um game bem controlado para concluir o avanço à decisão.

Estatísticas - Mesmo não tendo o saque mais devastador do circuito, Federer mostrou que dificilmente é incomodado com ele. Ele acertou 75% das primeiras bolas e venceu nada menos que 89% dos pontos com ele (contra Karlovic, nas quartas, havia vencido 94%). Melhor ainda, não cedeu nenhum break-point. Haas, por sua vez, acertou 65% e venceu 74% dos pontos.

O suíço ainda esbanjou solidez durante as trocas de bola, conseguindo 49 winners e cometendo apenas 15 erros não-forçados, contra 28 e 31, respectivamente, do rival. Na devolução, foram 40 pontos (36%). Já na rede, venceu 38 das 43 bolas tentadas.
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